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CETEM observa retomada de contratos de Pesquisa e Desenvolvimento

06/01/2017 - O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) no segundo semestre de 2016 registrou uma retomada no volume de contratos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e serviços tecnológicos especializados com grandes empresas nacionais e internacionais do segmento mineral. O movimento representa uma inflexão em uma tendência de declínio percebida desde 2014 pela unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

"As parcerias com empresas do setor mineral constituem um dos objetivos finalísticos do Cetem, por meio das quais se dá a transferência de tecnologia para o setor", destacou o diretor do Centro, Fernando Lins. "Depois de quase uma década de valorização das commodities minerais, houve uma forte retração da demanda no mercado e, em decorrência disso, nos preços. Nessa conjuntura, as empresas naturalmente diminuem investimentos, inclusive de P&D", completou.

Na visão de Lins, após um primeiro semestre de poucos contratos firmados com empresas, o Cetem se deparou com uma expansão inesperada na segunda metade de 2016. "Isso possivelmente marca uma inflexão na trajetória pregressa e talvez possa estar relacionado a uma recuperação dos preços nos últimos meses do ano", avalia. "Podemos confirmar essa tendência em 2017."

A retomada de investimentos tem se dirigido ao desenvolvimento tecnológico de novos ativos, em estudos de laboratório ou projetos-piloto, e à otimização de plantas já em operação.

O diretor cita como empresas parceiras a Anglo Gold Ashanti, baseada em bio-oxidação de minério aurífero; a Anglo American Fosfato Brasil, em flotação de ultrafinos; a Rio Paracatu Mineração, em flotação de minérios auríferos; a Vale, no tratamento de lamas de minério de ferro; e a Votorantim Metais, em concentração de sulfetos polimetálicos.

Lins menciona, ainda, a procura da competência do Cetem por empresas de médio porte do exterior, como de Portugal, para o desenvolvimento de uma rota de processamento de um minério de lítio; e da Austrália, para estudar o beneficiamento de um minério extraído de rochas diatomitas.

Fonte: MCTI

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