{"id":920,"date":"2008-03-02T13:14:31","date_gmt":"2008-03-02T16:14:31","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=920"},"modified":"2020-10-20T22:28:43","modified_gmt":"2020-10-21T01:28:43","slug":"pedras-baianas-geram-empregos-fora-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=920","title":{"rendered":"Pedras baianas geram empregos fora do estado"},"content":{"rendered":"\n<p>dom, 02\/03\/2008 &#8211; 13:14<\/p>\n\n\n\n<p>Azul Bahia, Bege Bahia, Caf\u00e9 Bahia, Branco Bahia, Mogno Bahia e Ves\u00favio Bahia. Estes tipos de pedras ornamentais, de prest\u00edgio no mercado internacional, ajudam na manuten\u00e7\u00e3o de mais de cem mil empregos, mas n\u00e3o na Bahia, e sim no Esp\u00edrito Santo. O estado vizinho \u00e9 o principal destino do granito, m\u00e1rmore e outras rochas brutas extra\u00eddas no estado, principalmente no semi-\u00e1rido, regi\u00e3o marcada pela pobreza. Por aqui o setor emprega cerca de tr\u00eas mil pessoas, mas este n\u00famero poderia ser muito maior se os empres\u00e1rios fossem incentivados a beneficiar a produ\u00e7\u00e3o antes de vend\u00ea-la.<br><br>Em 2007, as exporta\u00e7\u00f5es baianas do produto chegaram aos U$19 milh\u00f5es, sendo 91,1% delas sem qualquer beneficiamento, de acordo com levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Rochas Ornamentais (Abirocha). Cerca de US$1,1 bilh\u00e3o foi o faturamento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras do setor em 2007, e a Bahia foi respons\u00e1vel apenas por 1,7% do total, ficando atr\u00e1s at\u00e9 mesmo do estado de S\u00e3o Paulo (2,4%), que possui um n\u00famero bem menor de jazidas. J\u00e1 o Esp\u00edrito Santo, no ano passado, vendeu para o exterior UU$726,1 milh\u00f5es, 66,4% das exporta\u00e7\u00f5es nacionais. Muitas destas rochas sa\u00edram da lavras no pr\u00f3prio estado, mas boa parte dos blocos foi extra\u00edda por empresas capixabas instaladas em solo baiano. Os principais munic\u00edpios produtores s\u00e3o Ourol\u00e2ndia, Caetit\u00e9, Bom Jesus, Rui Barbosa, Jequi\u00e9, Paramirim, Itaberada, Maca\u00fabas e Medeiros Neto.<br><br>Para o empres\u00e1rio Carlos Ara\u00fajo, propriet\u00e1rio da Decorally Pedras Naturais, na Estrada do Coco, o consumidor baiano tamb\u00e9m sai perdendo. Se o beneficiamento fosse feito aqui, o pre\u00e7o final seria menor. \u201cNosso maquin\u00e1rio \u00e9 ultrapassado. Chegamos a levar cinco dias para cortar um bloco, enquanto no Esp\u00edrito Santo eles gastam apenas tr\u00eas dias e com menor consumo de energia\u201d, explica. Enquanto a Bahia tem aproximadamente 50 teares industriais, apenas em Cachoeiro do Itapemerin (ES) existem 900. \u201cAssim n\u00e3o d\u00e1 para concorrer\u201d, afirmou.<br><br>Rocha bruta vale tr\u00eas vezes menos<br><br>No mercado, um bloco bruto vale no m\u00ednimo tr\u00eas vezes menos do que uma chapa cortada e cinco vezes menos que uma placa j\u00e1 polida. Do montante que sai das lavras baianas, apenas 8,9% sofre algum beneficiamento.<br><br>Um exemplo de como o estado perde na gera\u00e7\u00e3o de empregos, neg\u00f3cios e impostos foi o contrato fechado para a constru\u00e7\u00e3o do Aeroporto de Dubai, nos Emirados \u00c1rabes h\u00e1 dois anos. A Minera\u00e7\u00e3o Corcovado, do Esp\u00edrito Santo, forneceu para os \u00e1rabes quase nove mil metros quadrados do granito pannafragola, uma pedra de \u00f3tima qualidade. A pedreira de onde saiu todo o material exportado atrav\u00e9s do Porto de Vit\u00f3ria fica no sul da Bahia.<br><br>No m\u00eas passado, durante a Vit\u00f3ria Stone Fair realizada na capital do Esp\u00edrito Santo, centenas de importadores de pa\u00edses como China, It\u00e1lia, Estados Unidos e outros pa\u00edses ficaram encantados com o brilho e a beleza da pedra luise blue, tamb\u00e9m de origem baiana. A rocha, depois de beneficiada, custa US$420 o metro quadrado, mas apenas blocos brutos cruzam a fronteira entre os dois estados.<br><br>As raz\u00f5es para o sucesso dos capixabas s\u00e3o muitas e passam pela infra-estrutura de transporte baseada em ferrovias, a presen\u00e7a de um porto moderno, jazidas naturais e uma cultura da produ\u00e7\u00e3o e tratamento de rochas desenvolvida ao longo de d\u00e9cadas. Mas, para os empres\u00e1rios baianos, tudo isto tamb\u00e9m poderia existir aqui, o que geraria muito mais postos de trabalho do que a minera\u00e7\u00e3o, transformando-se em sa\u00edda para dinamizar a economia do semi-\u00e1rido.<br><br>Produ\u00e7\u00e3o chega a 600 mil toneladas<br><br>A produ\u00e7\u00e3o total do estado gira em torno de 600 mil toneladas, sendo a maioria de granitos de alta dureza e cores variadas, muito procuradas pelos pa\u00edses desenvolvidos. \u201cO mais grave nesta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ter pedras de grande valor econ\u00f4mico e n\u00e3o conseguir desenvolver uma maneira de estimular o desenvolvimento com a mat\u00e9ria-prima local\u201d, desabafa Reinado Sampaio, vice-presidente Abirocha e presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de M\u00e1rmores, Granitos e Similares do estado da Bahia (Simagran). Para ele, se o estado n\u00e3o tiver uma pol\u00edtica de incentivo dificilmente mudar\u00e1 esta situa\u00e7\u00e3o.<br><br>A opini\u00e3o \u00e9 a mesma de Ant\u00f4nio Carlos Machado Matias, chefe de gabinete da secretaria da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o do estado da Bahia (SICM). \u201cSe n\u00e3o oferecermos atrativos ser\u00e1 complicado convencer uma empresa a se instalar no nosso estado, pois ela encontra toda a log\u00edstica e uma cadeia produtiva estruturada em outro local\u201d, afirma.<br><br>Segundo o chefe de gabinete, a SCIM j\u00e1 iniciou os estudos para a cria\u00e7\u00e3o de um p\u00f3lo de beneficiamento que dever\u00e1 ser instalado no munic\u00edpio de Sim\u00f5es Filho, em uma \u00e1rea de um milh\u00e3o de metros. Tamb\u00e9m sem data para ser colocada em pr\u00e1tica, uma pol\u00edtica de incentivos fiscais dever\u00e1 ser negociada com a secretaria da Fazenda. \u201cTudo ainda est\u00e1 em fase embrion\u00e1ria, mas n\u00e3o podemos mais ficar vendo as nossas pedras gerarem riqueza longe das nossas cidades\u201d, concluiu Matias.<br><br><strong>Jony Torres<br><br>Fonte<\/strong>:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.correiodabahia.com.br\/economia\/noticia.asp?codigo=148700\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Correio da Bahia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>dom, 02\/03\/2008 &#8211; 13:14 Azul Bahia, Bege Bahia, Caf\u00e9 Bahia, Branco Bahia, Mogno Bahia e Ves\u00favio Bahia. Estes tipos de pedras ornamentais, de prest\u00edgio no mercado internacional, ajudam na manuten\u00e7\u00e3o de mais de cem mil empregos, mas n\u00e3o na Bahia, e sim no Esp\u00edrito Santo. 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