{"id":886,"date":"2008-01-29T12:48:57","date_gmt":"2008-01-29T14:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=886"},"modified":"2020-10-20T21:31:14","modified_gmt":"2020-10-21T00:31:14","slug":"micro-e-pequenas-empresas-apostam-na-central-de-massa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=886","title":{"rendered":"Micro e pequenas empresas apostam na Central de Massa"},"content":{"rendered":"\n<p>ter, 29\/01\/2008 &#8211; 12:48<\/p>\n\n\n\n<p>A Central vem sendo discutida h\u00e1 dez anos e deve reunir micro e pequenos empres\u00e1rios do setor de cer\u00e2mica vermelha para trabalharem em conjunto, com o objetivo de lavrar e beneficiar argila destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o final de cer\u00e2mica.<br><br>A proposta \u00e9 racionalizar as atividades de lavra, a homogeneiza\u00e7\u00e3o das misturas de argilas e, conseq\u00fcentemente, a melhoria dos produtos fabricados.<br><br>Segundo o diretor-secret\u00e1rio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Paran\u00e1 (Fiep), Valdir Jos\u00e9 Gnatta, o Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia deve arcar com parte das despesas para a instala\u00e7\u00e3o da Central de Massas, mas haver\u00e1 contrapartida das empresas envolvidas. A Central, projetada para a regi\u00e3o Centro-Sul do Paran\u00e1, est\u00e1 or\u00e7ada em R$ 5 milh\u00f5es.<br><br>Necessidades &#8211; O Paran\u00e1 tem hoje cerca de 600 micro e pequenas empresas produtoras de cer\u00e2mica vermelha, grande parte concentrada na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba e nos Campos Gerais, que geram 4.800 empregos diretos por m\u00eas, segundo o Sindicato das Ind\u00fastrias de Olarias e Cer\u00e2micas para a Constru\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 (Sindicer\/PR).<br><br>Os empres\u00e1rios e especialistas do setor de cer\u00e2mica vermelha do Paran\u00e1 s\u00e3o un\u00e2nimes ao apontar as necessidades de investimentos em tecnologia e melhor qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra para competir com produtos de qualidade no mercado.<br><br>Segundo o secret\u00e1rio executivo Sindicer\/PR, Donizeti Motta, os sindicatos do setor t\u00eam feito investimentos \u201cpesados\u201d no treinamento dos empres\u00e1rios em prol da qualidade versus produtividade com sutentabilidade, fator que os \u201cfor\u00e7a\u201d a buscar a qualidade da cer\u00e2mica vermelha.<br><br>Nas estat\u00edsticas do Sindicer, 40% das empresas buscam recursos atrav\u00e9s dos sindicatos para a sua adequa\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel junto ao meio ambiente e forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra, al\u00e9m da qualifica\u00e7\u00e3o profissional dos administradores.<br><br>De acordo com Motta, o atual crescimento da constru\u00e7\u00e3o civil favorece grandes demandas de produtos e isso faz com que as empresas invistam em melhores equipamentos. \u201cO Sebrae vem fazendo tamb\u00e9m um brilhante trabalho junto \u00e0s construtoras, buscando a redu\u00e7\u00e3o de perdas e vai iniciar, em 2008, o mesmo trabalho com as lojas de materiais de constru\u00e7\u00e3o\u201d, explica Motta.<br><br>O empres\u00e1rio Renato Drisner, um dos propriet\u00e1rios da Cer\u00e2mica Drisner, aponta que a maior dificuldade hoje para melhorar a qualidade da cer\u00e2mica vermelha paranaense s\u00e3o \u201cos recursos humanos\u201d.<br><br>Segundo Drisner, o primeiro passo para melhorar a qualidade de seus produtos foi a qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra e a inser\u00e7\u00e3o de processos de tecnologia avan\u00e7ada como a queima computadorizada, monitoramento de todos os processos relacionados \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o do produto, bem como do produto final, al\u00e9m da legaliza\u00e7\u00e3o de todas as lavras de argila no Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM).<br><br>A pequena empresa, instalada em Marip\u00e1, no Oeste do Paran\u00e1, a 600 Km de Curitiba, est\u00e1 em processo de certifica\u00e7\u00e3o dos produtos de cer\u00e2mica vermelha, fato in\u00e9dito no Estado do Paran\u00e1, e ganhou o Pr\u00eamio Sucesso Empresarial na categoria Ind\u00fastria, em 2007, do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP\/PR).<br><br>Fundada em 1960, tem atualmente 28 colaboradores, est\u00e1 h\u00e1 47 anos no mercado e produz tijolos, blocos e lajes de constru\u00e7\u00e3o para empresas construtoras, revendedores de material de constru\u00e7\u00e3o e particulares.<br><br>\u201cEste pr\u00eamio do IBQP\/PR \u00e9 o reconhecimento dos esfor\u00e7os que a empresa vem realizando desde 2005, em busca da certifica\u00e7\u00e3o dos produtos de cer\u00e2mica vermelha. Atrav\u00e9s de seu sistema de gest\u00e3o, busca de melhorias, menor retrabalho e menor perda do produto acabado, a empresa vem conquistando cada vez mais o seu reconhecimento no setor de cer\u00e2mica vermelha\u201d, afirma Drisner.<br><br>O empres\u00e1rio do setor e tamb\u00e9m presidente do Sindicer\/PR, Daniel Wosniak, aponta tamb\u00e9m as dificuldades para melhorar a qualidade da cer\u00e2mica vermelha paranaense. Segundo ele, a mat\u00e9ria-prima do Estado tem diversas origens dispon\u00edveis e h\u00e1 necessidade de controle mais rigoroso na prepara\u00e7\u00e3o delas.<br><br>Ele cita ainda que a madeira, \u00fanico combust\u00edvel utilizado pela empresa, est\u00e1 muito cara e rara e, de acordo com o empres\u00e1rio, para se ter um produto de boa qualidade \u00e9 preciso fazer uso de muita lenha e conseguir, de prefer\u00eancia, uma argila com pouca mistura (que n\u00e3o \u00e9 seu caso, segundo Wosniak).<br><br>\u201cTodos esses fatores torna o meu processo mais oneroso e concorro com muitos oleiros de fundo de barranco que n\u00e3o prezam o m\u00ednimo por qualidade, dificultando cada vez mais que a nossa empresa aperfei\u00e7oe a qualidade dos produtos\u201d, desabafa Wosniak.<br><br>A Ind\u00fastria de Tijolos Beira-Rio, da qual ele \u00e9 propriet\u00e1rio, em Curitiba, no bairro do Umbar\u00e1, \u00e1rea onde se concentram 44 das empresas do setor de cer\u00e2mica vermelha do Paran\u00e1, est\u00e1 no mercado h\u00e1 40 anos.<br><br>A Beira-Rio \u00e9 uma empresa familiar e produz 80 produtos \u2013 de revestimento a blocos estruturais \u2013 al\u00e9m de desenvolver projetos especiais sob encomenda. Para melhorar a qualidade de seus produtos, a Beira Rio est\u00e1 investindo em equipamentos e na altera\u00e7\u00e3o do processo da cer\u00e2mica vermelha.<br><br>Mineropar &#8211; A Mineropar, ap\u00f3s um per\u00edodo de diagn\u00f3stico na segunda metade da d\u00e9cada de 90, passou a dar cursos e treinamentos e hoje atua no setor, por meio de consultoria ou de extensionismo mineral, aliando o conhecimento geol\u00f3gico ao conhecimento dos processos cer\u00e2micos, al\u00e9m de ter um laborat\u00f3rio de caracteriza\u00e7\u00e3o de argilas, o Selab (Servi\u00e7o de Laborat\u00f3rio).<br><br>Segundo o ge\u00f3logo e coordenador dos trabalhos de consultoria e extensionismo mineral da Mineropar, Luciano Cordeiro de Loyola, em seus dez anos de atua\u00e7\u00e3o no setor, houve \u201cuma crescente preocupa\u00e7\u00e3o de um grupo de cer\u00e2micas no Estado, n\u00e3o mais de 100, em melhorar sua maneira de lavrar, de beneficiar as argilas corretamente e de ter um processo fabril que leve a produ\u00e7\u00e3o de produtos adequados ao mercado, sempre procurando atingir maior efici\u00eancia\u201d.<br><br>Loyola avalia que, neste mesmo per\u00edodo, surgiram os agrupamentos de ind\u00fastrias em prol de objetivos comuns e os sindicatos ficaram mais atuantes e profissionais, e entidades como o Senai e o Sebrae entraram de forma decisiva, junto com a Mineropar, para alavancar este setor industrial.<br><br>Os laborat\u00f3rios de cer\u00e2mica vermelha tamb\u00e9m passaram a atender um n\u00famero maior de empres\u00e1rios. \u201cAgora temos laborat\u00f3rios funcionando e sendo demandados por parte dos empres\u00e1rios e isto \u00e9 progresso para o setor. Com este aumento de servi\u00e7o, melhora-se a qualidade dos servi\u00e7os\u201d, diz Loyola.<br><br>Competitividade &#8211; De acordo com o ge\u00f3logo da Mineropar, o Paran\u00e1 defasou-se em muitos anos com rela\u00e7\u00e3o a outros Estados em termos de competitividade no mercado e, paralelamente a essa defasagem, durante v\u00e1rios anos a Mineropar atuou quase de forma isolada como agente p\u00fablico de fomento ao setor de cer\u00e2mica vermelha.<br><br>\u201cPor\u00e9m, estes \u00faltimos anos, foram de uma acelera\u00e7\u00e3o no progresso do setor no Paran\u00e1, pelo menos para aquelas empresas que buscam a qualidade\u201d, afirma, acrescentando que \u201cespera que todas as sementes germinem em breve\u201d.<br><br>Motta, do Sindicer\/PR, defende que os produtos de cer\u00e2mica vermelha paranaense s\u00e3o competitivos e o Estado hoje tem a melhor produtividade do Brasil em termo de homem\/hora, mas boa parte das empresas do Estado ainda trabalha de forma arcaica e com maquin\u00e1rios da d\u00e9cada de 60.<br><br>Segundo Motta, as empresas do Estado de S\u00e3o Paulo est\u00e3o bem \u00e0 nossa frente, pois elas j\u00e1 passaram da transi\u00e7\u00e3o da empresa familiar \u201cconfusa\u201d (aquela que mistura o faturamento da empresa com o or\u00e7amento dom\u00e9stico) para empresa familiar distinta, investiram em equipamentos produtivos, na forma\u00e7\u00e3o de seus funcion\u00e1rios e em suas pr\u00f3prias, otimizaram suas f\u00e1bricas, tornando-as produtivas e compactas e fizeram parcerias com institui\u00e7\u00f5es de ensino, analisaram mercados e produtos e a mat\u00e9ria-prima adequada.<br><br>Ele avalia que as empresas de Santa Catarina tamb\u00e9m se encontram nesse mesmo est\u00e1gio e est\u00e3o at\u00e9 mais bem preparadas institucionalmente do que as empresas de S\u00e3o Paulo. Para Motta, os produtos paranaenses ser\u00e3o mais competitivos nos pr\u00f3ximos cinco anos, quando os oleiros de \u201cfundo de barranco deixarem de existir\u201d e a \u201cpopula\u00e7\u00e3o aprender a comprar e, em especial, as universidades deixarem de formar engenheiros civis e arquitetos compradores de pre\u00e7os\u201d.<br><br>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.mineropar.pr.gov.br\/modules\/noticias\/article.php?storyid=576\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mineropar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ter, 29\/01\/2008 &#8211; 12:48 A Central vem sendo discutida h\u00e1 dez anos e deve reunir micro e pequenos empres\u00e1rios do setor de cer\u00e2mica vermelha para trabalharem em conjunto, com o objetivo de lavrar e beneficiar argila destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o final de cer\u00e2mica. 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