{"id":2913,"date":"2016-04-18T11:44:00","date_gmt":"2016-04-18T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2913"},"modified":"2020-10-16T03:14:54","modified_gmt":"2020-10-16T06:14:54","slug":"marinha-coloca-relatorio-da-lama-do-rio-doce-sob-sigilo-por-5-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2913","title":{"rendered":"Marinha coloca relat\u00f3rio da lama do Rio Doce sob sigilo por 5 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>O resultado das pesquisas feitas por um navio da Marinha do Brasil na foz do Rio Doce est\u00e1 sob sigilo por cinco anos, limitando o acesso apenas \u00e0 Uni\u00e3o. A pesquisa mostra o impacto da lama de rejeitos da mineradora Samarco, que poluiu o rio e parte do mar no Norte do Esp\u00edrito Santo, ap\u00f3s o rompimento de uma barragem.<br><br>Apesar de ter como uma das propostas utilizar os dados das an\u00e1lises na regi\u00e3o para que \u00f3rg\u00e3os de diferentes esferas do governo desenvolvessem a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, o documento n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade. O navio hidroceanogr\u00e1fico Vital de Oliveira realizou pesquisas em Reg\u00eancia, no munic\u00edpio de Linhares, no Norte estado, em novembro de 2015.<br><br>De acordo com um dos integrantes do F\u00f3rum Capixaba de Entidades em Defesa da Bacia do Rio Doce e membro da ONG Transpar\u00eancia Capixaba, Edmar Camata, os \u00f3rg\u00e3os solicitaram \u00e0&nbsp; Marinha do Brasil o acesso ao resultado das pesquisas, mas a resposta foi negativa.<br><br>A alega\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o documento estava classificado como &#8216;informa\u00e7\u00e3o sigilosa&#8217;. O termo de classifica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, que coloca o documento na condi\u00e7\u00e3o de reservado, foi publicado em 11 de janeiro de 2016.<br>Sem informa\u00e7\u00f5es<br>Para Edmar, os resultados s\u00e3o relevantes para a sociedade, e impedir que os cidad\u00e3os saibam o real conte\u00fado da pesquisa inflige a lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<br><br>\u201cExiste uma car\u00eancia muito grande de informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como estimar os danos produzidos pelo desastre, pela trag\u00e9dia criminosa, que se abateu na bacia do Rio Doce, sem informa\u00e7\u00f5es\u201d, informou.<br><br>Resposta<br>A Marinha do Brasil informou que conforme tratado entre todos os envolvidos no processo de pesquisa, caberia a ela repassar aos \u00f3rg\u00e3os ambientas os resultados dos dados coletados, o que foi feito em 11 de janeiro, para ent\u00e3o ser emitido, por aqueles \u00f3rg\u00e3os competentes, um parecer t\u00e9cnico conclusivo do impacto ambiental.<br><br>Dessa forma, encerrou-se a participa\u00e7\u00e3o da Marinha no processo de pesquisa. Em rela\u00e7\u00e3o ao status de sigilo do relat\u00f3rio, a Marinha n\u00e3o se posicionou.<br><br>O Iema informou, por meio de nota, que recebeu o documento da Marinha, mas em car\u00e1ter reservado. Os resultados obtidos at\u00e9 o momento com esta an\u00e1lise integrada das informa\u00e7\u00f5es, foram apresentados em um semin\u00e1rio realizado com pesquisadores da Ufes e de outras universidades do pa\u00eds e representantes do Iema, Tamar, ICMBio e Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/desastre-ambiental-no-rio-doce\/noticia\/2016\/04\/marinha-coloca-relatorio-da-lama-do-rio-doce-sob-sigilo-por-5-anos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">G1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado das pesquisas feitas por um navio da Marinha do Brasil na foz do Rio Doce est\u00e1 sob sigilo por cinco anos, limitando o acesso apenas \u00e0 Uni\u00e3o. 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