{"id":2848,"date":"2016-01-28T12:58:03","date_gmt":"2016-01-28T14:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2848"},"modified":"2020-10-16T02:37:11","modified_gmt":"2020-10-16T05:37:11","slug":"balanco-das-exportacoes-e-importacoes-de-rochas-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2848","title":{"rendered":"Balan\u00e7o das Exporta\u00e7\u00f5es e Importa\u00e7\u00f5es de Rochas em 2015"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas ornamentais fecharam 2015 com varia\u00e7\u00e3o negativa de 5,30% em valor e 8,78% em volume f\u00edsico, somando USD 1.209,1 milh\u00f5es e 2,32 milh\u00f5es de toneladas. Esses n\u00fameros ficaram pouco abaixo do que se havia projetado a partir do 3\u00ba trimestre de 2015 (USD 1,25 bilh\u00e3o e 2,4 milh\u00f5es de toneladas).<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, caiu o pre\u00e7o m\u00e9dio em USD de quase todos os produtos exportados, exceto os de bloco de quartzito e granito, neste \u00faltimo caso pela queda das exporta\u00e7\u00f5es para a China. Tiveram recuo expressivo as exporta\u00e7\u00f5es de ard\u00f3sias e quartzitos foliados, dando seguimento a um processo observado h\u00e1 mais de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os incrementos mais expressivos foram anotados para blocos de quartzito (2506.20.00), chapas de m\u00e1rmore (6802.91.00) e dos produtos exportados pela posi\u00e7\u00e3o 6802.99.90, provavelmente correspondentes a chapas de rochas ex\u00f3ticas e a produtos acabados.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda do faturamento (-15,1%) e do pre\u00e7o m\u00e9dio das exporta\u00e7\u00f5es gerais brasileiras foram muito superiores \u00e0quelas do setor de rochas. Com d\u00f3lar m\u00e9dio de R$ 2,353, os exportadores brasileiros de rochas faturaram R$ 3.004,3 milh\u00f5es em 2014. Com d\u00f3lar m\u00e9dio de R$ 3,331 em 2015, o faturamento foi de R$ 4.027,6 milh\u00f5es, ou seja, 34,1% mais do que em 2014, o que deve ter compensado a infla\u00e7\u00e3o (10%), o aumento de custo dos insumos importados e o aumento do custo de trabalho no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O volume f\u00edsico de chapas exportado em 2015, considerando a soma das posi\u00e7\u00f5es 6802.29.00, 6802.23.00, 6802.93.90, 6802.21.00, 6802.91.00, 6802.92.00 e 6802.99.90, totalizou 1,22 milh\u00e3o de toneladas, com incremento 5,1% sobre 2014. O volume f\u00edsico de chapas exportado em 2015 corresponderia assim a cerca de 22,6 milh\u00f5es de m2 equivalentes, com 2 cm de espessura, contra 21,5 milh\u00f5es m2 equivalentes em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>O volume f\u00edsico exportado de rochas processadas, incluindo os subcap\u00edtulos 6801, 6802 e 6803, somou 1,35 milh\u00e3o de toneladas, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,82% frente a 2014. Isto foi devido ao aumento das exporta\u00e7\u00f5es de chapas de granito e rochas similares pela posi\u00e7\u00e3o 6802.93.90 (+4,56%) e das exporta\u00e7\u00f5es de chapas de m\u00e1rmore pela posi\u00e7\u00e3o 6802.91.00 (+57,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de rochas processadas, no total do faturamento, evoluiu de 79,31% em 2014 para 81,77% em 2015, mais pela queda das rochas brutas do que pelo crescimento dessas rochas processadas. A participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de rochas no total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras evoluiu de 0,57% em 2014 para 0,63% em 2015, mais pela queda das exporta\u00e7\u00f5es gerais do que pela varia\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de rochas.<\/p>\n\n\n\n<p>Importa\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de materiais rochosos naturais e artificiais tamb\u00e9m sofreram redu\u00e7\u00e3o significativa em volume f\u00edsico, somando respectivamente 73,3 mil toneladas (-25,87%) e 53,2 mil toneladas (-15,18%). O valor das importa\u00e7\u00f5es de materiais artificiais (USD 43,1 milh\u00f5es) superou o dos naturais (USD 42,3 milh\u00f5es), devido ao seu maior pre\u00e7o m\u00e9dio. Os n\u00fameros das importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o simp\u00e1ticos ao desaquecimento do mercado interno da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O fluxo comercial do setor de rochas (exporta\u00e7\u00f5es + importa\u00e7\u00f5es) totalizou USD 1.251,47 milh\u00f5es, com um saldo de USD 1.166,80 a nosso favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00f5es&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para os EUA superaram 1 milh\u00e3o de toneladas (1.036.261,97 t), gerando faturamento de USD 792,2 milh\u00f5es em 2015. Frente a 2014, houve varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,32% no faturamento e 6,89% no volume f\u00edsico dessas exporta\u00e7\u00f5es. A participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es para os EUA, no total do faturamento e volume f\u00edsico das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas, evoluiu respectivamente de 61,8% e 38,1%, em 2014, para 65,5% e 44,6% em 2015. As exporta\u00e7\u00f5es efetuadas pelo subcap\u00edtulo 6802, que abriga essencialmente chapas, tiveram varia\u00e7\u00e3o positiva de 6,67% em volume f\u00edsico, somando 98,30% do total exportado para os EUA. As exporta\u00e7\u00f5es de chapas para os EUA representaram, assim, 83,5% do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de chapas, o que corresponderia a cerca de 18,9 milh\u00f5es de m2 equivalentes com 2 cm de espessura. O pre\u00e7o m\u00e9dio das exporta\u00e7\u00f5es de rochas para os EUA, tamb\u00e9m essencialmente remetido \u00e0s chapas, recuou de USD 810\/t em 2014, para USD 760\/t em 2015. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que essas exporta\u00e7\u00f5es evoluam positivamente em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para a China, que \u00e9 o segundo maior mercado das rochas brasileiras, recuaram de forma expressiva pelo segundo ano consecutivo, somando USD 104,4 milh\u00f5es (-27,73%) e 568,4 mil toneladas (-27,87%). A participa\u00e7\u00e3o da China, no total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas, em 2015, foi de 8,6% no faturamento e de 24,5% no volume f\u00edsico. O pre\u00e7o m\u00e9dio dessas exporta\u00e7\u00f5es foi de apenas USD 180\/t, mantendo o mesmo patamar de 2014. As rochas brutas perfizeram 99% do volume f\u00edsico e 95% do faturamento dessas exporta\u00e7\u00f5es para a China. Destaca-se que, at\u00e9 2013, o volume f\u00edsico exportado para a China foi superior e equivalia a mais de 50% do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. N\u00e3o fosse o bom desempenho brasileiro nas exporta\u00e7\u00f5es de rochas processadas, especialmente para os EUA, teria sido mais forte o impacto da queda chinesa no desempenho brasileiro em 2014 e 2015. Assim como para os EUA, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que as exporta\u00e7\u00f5es de rochas para a China evoluam positivamente em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A It\u00e1lia \u00e9 o terceiro maior mercado para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas, absorvendo um mix de produtos que inclui chapas de m\u00e1rmores e granito (subcap\u00edtulo 6802), produtos de ard\u00f3sia (6803) e quartzitos foliados (6801), ainda que predomine o faturamento com rochas brutas carbon\u00e1ticas (6,6% do total) e silic\u00e1ticas (85%). O pre\u00e7o m\u00e9dio dos produtos exportados atrav\u00e9s dos subcap\u00edtulos 2506 (USD 710\/t) e 2516 (USD 340\/t), envolvendo respectivamente blocos de quartzito e blocos de \u201cgranitos\u201d, \u00e9 bastante superior ao das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras gerais dos mesmos produtos (USD 650\/t e USD 208\/t) e, sobretudo, frente aos exportados para a China (USD 180\/t e USD 350\/t). Os pre\u00e7os pagos e a quantidade importada pela It\u00e1lia permitem concluir que este pa\u00eds est\u00e1 novamente serrando rochas brasileiras, neste caso materiais ex\u00f3ticos, para atendimento de obras no mercado internacional e, sobretudo, nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que para obter o mesmo faturamento atual das exporta\u00e7\u00f5es do setor (USD 1,21 bilh\u00e3o), apenas com a venda de rochas brutas (blocos), o Brasil teria de exportar cerca de 5,4 milh\u00f5es de toneladas\/ano. Pelas dificuldades burocr\u00e1ticas e custos envolvidos no licenciamento miner\u00e1rio e ambiental das atividades de lavra, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas ornamentais seriam quase totalmente inviabilizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00fameros das Exporta\u00e7\u00f5es de Rochas no Per\u00edodo Janeiro-Dezembro de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>USD 1.029,1 milh\u00f5es de faturamento (-5,3% frente mesmo per\u00edodo de 2014).<br>2,32 milh\u00f5es de toneladas (-8,8% frente mesmo per\u00edodo de 2014).<br>81,8% de participa\u00e7\u00e3o de rochas processadas no faturamento (contra 79,3% em 2014).<br>58,2% de participa\u00e7\u00e3o de rochas processadas no volume f\u00edsico (contra 51,2% em 2014).<br>2,4% de queda no faturamento com rochas processadas.<br>3,8% de incremento no volume f\u00edsico de rochas processadas.<br>USD 1.166,8 milh\u00f5es de saldo na balan\u00e7a comercial.<br>0,63% de participa\u00e7\u00e3o no total do faturamento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<br>USD 520,4\/tonelada de pre\u00e7o m\u00e9dio das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas ornamentais, contra USD 299,8\/tonelada das exporta\u00e7\u00f5es gerais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Veja o texto, gr\u00e1ficos e tabelas fazendo o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ivolution.com.br\/mais\/fotos\/6\/17\/3609\/Informe_01_2016.pdf\">download AQUI<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exporta\u00e7\u00f5es As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de rochas ornamentais fecharam 2015 com varia\u00e7\u00e3o negativa de 5,30% em valor e 8,78% em volume f\u00edsico, somando USD 1.209,1 milh\u00f5es e 2,32 milh\u00f5es de toneladas. 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