{"id":2280,"date":"2012-08-08T15:43:44","date_gmt":"2012-08-08T18:43:44","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2280"},"modified":"2020-10-14T22:15:00","modified_gmt":"2020-10-15T01:15:00","slug":"rio20-pesquisa-inedita-retrata-20-anos-de-avancos-da-mineracao-brasileira-em-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2280","title":{"rendered":"Rio+20 &#8211; Pesquisa in\u00e9dita retrata 20 anos de avan\u00e7os da minera\u00e7\u00e3o brasileira em sustentabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa in\u00e9dita retrata a evolu\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a e da gest\u00e3o de aspectos ambientais, econ\u00f4micos e sociais pelas mineradoras que atuam no Brasil no per\u00edodo compreendido entre as duas confer\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas organizadas para debater o meio ambiente e a sustentabilidade, a Rio 92 e a Rio+20.<\/p>\n\n\n\n<p>Sum\u00e1rio do estudo foi lan\u00e7ado hoje na Rio+20, durante o workshop &#8220;Minera\u00e7\u00e3o e Economia Verde: O novo paradigma de desenvolvimento e seus benef\u00edcios para a coletividade&#8221;, no Pavilh\u00e3o Ind\u00fastria, no P\u00eder Mau\u00e1 (RJ). A publica\u00e7\u00e3o completa estar\u00e1 dispon\u00edvel no 2\u00ba semestre de 2012 e incorporar\u00e1 as quest\u00f5es debatidas durante a Confer\u00eancia quanto ao progresso dos temas do desenvolvimento sustent\u00e1vel e quais suas implica\u00e7\u00f5es para o setor de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na vis\u00e3o de l\u00edderes de empresas de minera\u00e7\u00e3o global, o desenvolvimento sustent\u00e1vel tamb\u00e9m requer a estrutura\u00e7\u00e3o de um novo modelo econ\u00f4mico que considere, principalmente, gerar benef\u00edcios sociais na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade inclusiva&#8221;, diz o Diretor-Presidente do IBRAM \u2013 Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Fernando Coura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O objetivo do Instituto com esta pesquisa \u00e9 consolidar a presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 sociedade e refor\u00e7ar a transpar\u00eancia das a\u00e7\u00f5es das mineradoras em prol da sustentabilidade nos neg\u00f3cios. Certamente, esta iniciativa poder\u00e1 melhorar o entendimento sobre as contribui\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento do Pa\u00eds&#8221;, diz o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo C\u00e9sar Mancin.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi elaborado pelo IBRAM (<a href=\"http:\/\/www.ibram.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ibram.org.br<\/a>) em parceria com a ERM \u2013 Environmental Resources Management, consultoria internacional especializada em sustentabilidade. O workshop reuniu mais de 40 participantes, entre representantes de governos federal e estaduais, empres\u00e1rios de v\u00e1rios setores, ambientalistas, consultores e jornalistas. A \u00edntegra do estudo anunciado hoje est\u00e1 dispon\u00edvel no site do IBRAM.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa<\/p>\n\n\n\n<p>As mineradoras associadas ao IBRAM representam 85% da produ\u00e7\u00e3o mineral brasileira, em valor. Entre os associados, 79 empresas e quatro organiza\u00e7\u00f5es foram convidadas a responder \u00e0 pesquisa. O question\u00e1rio foi aplicado para levantar o tratamento dos temas\/aspectos pelas empresas de minera\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de 1990 a 1995 e em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tra\u00e7ou o perfil dos respondentes de acordo com atividades de minera\u00e7\u00e3o, minerais explorados, faturamento, localiza\u00e7\u00e3o, principais produtos, capacidade produtiva e n\u00famero de empregados. Empresas da \u00e1rea de rochas ornamentais, energ\u00e9ticos, gemas e diamantes e \u00e1gua mineral n\u00e3o responderam \u00e0 pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, procurou-se entender a evolu\u00e7\u00e3o dos compromissos ambientais das empresas do setor de minera\u00e7\u00e3o no Brasil, bem como os principais instrumentos para gest\u00e3o ambiental por elas utilizados. A maior parte dos entrevistados (84,6%) considera o tema como muito relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproximadamente metade dos pesquisados declarou possuir, j\u00e1 no in\u00edcio dos anos 1990, pol\u00edticas explicitando seus compromissos com temas ambientais, estrutura organizacional dedicada, procedimentos para avaliar riscos, controlar os impactos e o monitoramento de alguns indicadores e medidas para identificar e remediar passivos ambientais.<br>Um menor n\u00famero de empresas declarou, entretanto, possuir objetivos e metas ambientais (30%), mecanismos de verifica\u00e7\u00e3o (40%) e prepara\u00e7\u00e3o para atendimento \u00e0s emerg\u00eancias ambientais (35%). A gest\u00e3o dos riscos ambientais, nos anos 1990, estava voltada ao atendimento espec\u00edfico \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2011, 90% dos respondentes declararam possuir todos esses instrumentos de gest\u00e3o, uma evolu\u00e7\u00e3o significativa. A maior parte das empresas atribui o fato ao aumento da implanta\u00e7\u00e3o e da certifica\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o. Muitas acrescentaram que a responsabilidade pela gest\u00e3o ambiental, antes restrita aos profissionais de meio ambiente no n\u00edvel departamental, passou a abranger profissionais em todas as fun\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o e ser coordenada por ger\u00eancias ou diretorias, aumentando o compromisso da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra evolu\u00e7\u00e3o apontada pela pesquisa diz respeito \u00e0s a\u00e7\u00f5es tomadas pelas mineradoras que extrapolam a exig\u00eancia legal. Sobre isso, 45% dos respondentes revelaram que em 1990-95 adotavam medidas adicionais \u00e0quelas determinadas pelo processo de licenciamento no que se refere \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com ecossistemas naturais e 33% declararam que, nesse per\u00edodo, tamb\u00e9m realizavam compensa\u00e7\u00e3o por \u201cservi\u00e7os ambientais\u201d. Atualmente, estes dois conjuntos de a\u00e7\u00f5es s\u00e3o executados por 93% das pesquisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Comunidades<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 60% dos entrevistados declararam que mesmo no per\u00edodo 1990-95 j\u00e1 realizavam uma caracteriza\u00e7\u00e3o ambiental das comunidades da \u00e1rea de influ\u00eancia de seus empreendimentos, bem como j\u00e1 adotavam medidas para prevenir impactos negativos e para minimizar, compensar e\/ou monitorar impactos negativos que n\u00e3o podiam ser prevenidos. O n\u00famero de empresas que declararam adotar estas pr\u00e1ticas em 2011 subiu para cerca de 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>O envolvimento das comunidades e demais partes interessadas no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es por parte das mineradoras tamb\u00e9m avan\u00e7ou entre o per\u00edodo 1990-95 e 2011. Os resultados apontam que, em 1990-95, 20% dos pesquisados envolviam comunidades e demais partes interessadas no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es. Em 2011, 60% declararam faz\u00ea-lo.<br>E mais: 35% das empresas consultadas consideram-se hoje refer\u00eancia na gest\u00e3o do planejamento e monitoramento dos projetos de investimento social, fazendo uso disso como vantagem competitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as respostas, as empresas desse grupo monitoram resultados por indicadores de gest\u00e3o. Em contrapartida, 53% dizem que o uso de indicadores de desempenho para monitorar a capacidade do programa de transforma\u00e7\u00e3o socialainda n\u00e3o est\u00e1 integrada \u00e0 gest\u00e3o do neg\u00f3cio.<br><br>Sa\u00fade e Seguran\u00e7a no Trabalho<\/p>\n\n\n\n<p>Quase 53% das empresas afirmaram ser refer\u00eancia na gest\u00e3o do tema sa\u00fade e seguran\u00e7a na cadeia de fornecedores, com uso disso como vantagem competitiva e inclus\u00e3o formal das quest\u00f5es das partes interessadas no processo decis\u00f3rio. \u00c9 um dado importante, visto que 40% disseram que possu\u00edam pol\u00edticas de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a compreendendo empregados e terceiros em 1990-1995. Em 2011, esse quadro evoluiu para mais de 95% dos pesquisados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o aspecto Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do trabalho, toda a estrutura de gest\u00e3o das mineradoras evoluiu, mostra a pesquisa, incluindo aquela voltada \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a, pr\u00e1ticas trabalhistas, iniciativas de filantropia e investimento social, considera\u00e7\u00e3o de impactos em comunidades e preocupa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre opera\u00e7\u00f5es e partes interessadas afetadas por elas.<br><br>Reflexos Econ\u00f4micos<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m apurou se h\u00e1 considera\u00e7\u00e3o de indicadores ambientais e sociais, al\u00e9m dos econ\u00f4micos, na avalia\u00e7\u00e3o de desempenho feito pelas mineradoras e se o monitoramento de valor gerado e distribu\u00eddo \u00e9 considerado no planejamento estrat\u00e9gico dos neg\u00f3cios, incluindo o foco de mercado da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Levando em conta os resultados gerais, as empresas t\u00eam inclu\u00eddo itens como gera\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e impactos econ\u00f4micos diretos no planejamento dos neg\u00f3cios. Apenas 20% dos respondentes declararam que em 1992 monitoravam o valor econ\u00f4mico gerado e distribu\u00eddo e consideravam este dado para o planejamento estrat\u00e9gico dos neg\u00f3cios. J\u00e1 em 2011, todos os pesquisados declararam faz\u00ea-lo.<br>Barragens de Rejeitos<\/p>\n\n\n\n<p>As barragens para disposi\u00e7\u00e3o de rejeitos e as pilhas de est\u00e9ril s\u00e3o elementos estruturais usualmente presentes nas atividades do setor de minera\u00e7\u00e3o. Cerca de 60% dos analisados declararam possuir, no in\u00edcio dos anos 1990, todas as pr\u00e1ticas para gest\u00e3o de rejeito e pilhas de est\u00e9ril, exceto a pr\u00e1tica de inclus\u00e3o das medidas para reabilita\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas no plano de fechamento de mina (40%). Em 2011, 90% disseram possuir todas as pr\u00e1ticas para a gest\u00e3o de rejeitos e est\u00e9ril, inclusive as medidas de reabilita\u00e7\u00e3o.<br>Outros exemplos de boas pr\u00e1ticas mencionados incluem a gest\u00e3o e reaproveitamento de \u00e1guas da barragem de rejeitos e uso do rejeito para preenchimento de galerias em minas subterr\u00e2neas.<br><br>Energia<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa detectou que houve evolu\u00e7\u00e3o do monitoramento e da gest\u00e3o de energia pelas empresas de 50% em 1992 para 90% em 2011. A avalia\u00e7\u00e3o de fontes alternativas \u00e9 parte de todos os programas de gest\u00e3o em 2011. De modo geral, as empresas t\u00eam incorporado boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o e uso de energia com \u00eanfase na efici\u00eancia energ\u00e9tica.<br><br>GEE<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento das emiss\u00f5es dos gases de efeito estufa (GEE) evoluiu de 5% em 1995 para 50% em 2011. Sobre este tema, o IBRAM elaborou estudo que identifica a minera\u00e7\u00e3o como baixa emissora, considerando os processos de extra\u00e7\u00e3o, beneficiamento e transporte interno nas minas. &#8220;O setor contribui com menos de 0,5% na emiss\u00e3o de GEE no Brasil&#8221;, diz o Diretor de Assuntos Ambientais do Instituto, Rinaldo Mancin.<br><br>Principais quest\u00f5es ambientais da Minera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as principais quest\u00f5es ambientais da minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o aquelas relativas \u00e0 garantia de acesso aos recursos naturais e minerais, fontes de energia e gest\u00e3o energ\u00e9tica, biodiversidade e florestas, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, gest\u00e3o de res\u00edduos e de seguran\u00e7a de barragens de rejeitos e emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas, al\u00e9m de quest\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a ocupacional.<br>As atividades de minera\u00e7\u00e3o causam impactos em biodiversidade: quanto mais remota \u00e9 a \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o, mais aumenta a magnitude dos impactos, ainda mais se as \u00e1reas forem ambientalmente e socialmente sens\u00edveis.<br><br>Contexto da Minera\u00e7\u00e3o brasileira dos anos 1990 a 2012<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos \u00faltimos 20 anos, a percep\u00e7\u00e3o sobre sustentabilidade das empresas ganhou contornos mais aprofundados ao extrapolar a din\u00e2mica ambiental e passar a incluir o desenvolvimento econ\u00f4mico e social.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, o Brasil enfrentava uma pol\u00edtica recessiva com baixa taxa de crescimento, o que resultava em baixo consumo de bens minerais. O mercado externo tamb\u00e9m apresentava pre\u00e7os declinantes de metais preciosos e commodities. Com isso, o fluxo de investimentos no setor praticamente parou. O pre\u00e7o de minerais ferrosos era definido pelos grandes consumidores e o valor das demais commodities minerais era definido pelas cota\u00e7\u00f5es nas bolsas de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 2000 veio o fim da estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos \u00faltimos 20 anos, e o setor mineral foi aquecido pelo aumento da demanda e eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de seus principais produtos. No entanto, o Brasil n\u00e3o foi suficientemente produtivo para identificar novas jazidas minerais ao longo dos \u00faltimos 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Grandes investidores perceberam a ascens\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o e passaram a investir mais no setor. Simultaneamente a China passou a constituir enormes reservas estrat\u00e9gicas de minerais tais como ur\u00e2nio, cobre, alum\u00ednio, mangan\u00eas, tungst\u00eanio, ferro e carv\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra forte press\u00e3o pela demanda de min\u00e9rios veio das taxas de crescimento demogr\u00e1fico. Estas aumentaram a tal ponto que geraram uma situa\u00e7\u00e3o em que a quantidade de metal consumida nos \u00faltimos 40 anos \u00e9 maior do que o total utilizado desde o princ\u00edpio da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2000, as leis nacionais e internacionais influenciaram a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira, gerando efeitos sobre a gest\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de trabalho; restringiu as atividades das empresas levando-as a avaliar e mitigar impactos ambientais; ampliou o quadro regulat\u00f3rio sobre uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>As mineradoras passaram a contar com equipes internas compostas por especialistas em aspectos ambientais. Em 2001, foi criado o Conselho Internacional de Minera\u00e7\u00e3o e Metais (ICMM), com sede em Londres (Inglaterra), para apoiar o fortalecimento das pr\u00e1ticas das mineradoras e entidades do setor associadas, relacionadas aos princ\u00edpios de desenvolvimento sustent\u00e1vel por ele definidos, com os quais as empresas est\u00e3o compromissadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dez anos depois da Rio 92, durante a Rio+10 ou C\u00fapula Mundial Sobre Meio Ambiente em Johannesburg (\u00c1frica do Sul), o setor de minera\u00e7\u00e3o promovia v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es relativas ao tema e criava formas de estabelecer em conjunto com governo, sociedade civil e ONGs alternativas para minimizar impactos e contribuir para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhora dos processos permitiu a redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais, extens\u00e3o da vida \u00fatil das jazidas e a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas volunt\u00e1rias de gest\u00e3o ambiental, como a ISO 14001.O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e o incremento da demanda mundial por min\u00e9rios afetaram positivamente a minera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias formas:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; as modernas formas de pesquisa geol\u00f3gica tornaram a minera\u00e7\u00e3o mais precisa na busca de novos dep\u00f3sitos, o que resulta em menor consumo de recursos naturais e menor gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; jazidas outrora invi\u00e1veis, devido \u00e0 baixa concentra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, s\u00e3o hoje exploradas com resultados econ\u00f4micos satisfat\u00f3rios, gra\u00e7as a modernas t\u00e9cnicas de concentra\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios;<br>&#8211; tecnologias permitem hoje a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas que no passado eram considerados como pilhas e barragens de rejeitos, gerando uma nova safra mineral.<\/p>\n\n\n\n<p>A Import\u00e2ncia da Minera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser uma ind\u00fastria de base, a minera\u00e7\u00e3o promove indiretamente outras atividades econ\u00f4micas. H\u00e1 benef\u00edcios diretos como gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda, pagamento de tributos e compensa\u00e7\u00f5es financeiras, muitas vezes em lugares in\u00f3spitos ou de dif\u00edcil acesso. Segundo dados do PNUD, ligado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas &#8211; ONU, o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano &#8211; IDH de munic\u00edpios mineradores s\u00e3o comparativamente maiores que o dos seus respectivos estados. Em Itabira (MG) por exemplo, o IDH \u00e9 0,798 e o de Minas Gerais \u00e9 0,766. H\u00e1 outros casos como Arax\u00e1 (MG), Catal\u00e3o (GO).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia o efeito multiplicador de empregos \u00e9 de 1:13 no setor mineral, ou seja, para cada posto de trabalho gerado na minera\u00e7\u00e3o, outros 13 s\u00e3o criados de forma direta ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado tem\u00e1tico da Rio+20 compreende mudan\u00e7a do modelo econ\u00f4mico para efetiva erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Isso abarca todos os aspectos ambientais, econ\u00f4micos e sociais. Os royalties arrecadados pelas mineradoras aos cofres p\u00fablicos podem ser aplicados na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas, de modo articulado com iniciativas de investimento social e projetos pr\u00f3prios das empresas e de forma partilhada com a sociedade civil. Isso poderia gerar expressiva contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento das comunidades circunvizinhas a opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o.<br><br>A minera\u00e7\u00e3o representa cerca de 5% do PIB &#8211; Produto Interno Bruto do Brasil.<br><br>Entre 2011 e 2015 o setor dever\u00e1 investir US$ 68,5 bilh\u00f5es em projetos para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de metais. S\u00f3 os investimentos em explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro corresponde a quase US$ 45 bilh\u00f5es deste total. Recentemente, o IBRAM revisou estes n\u00fameros e o valor a ser investido no Brasil entre 2012 e 2016 aumentou para US$ 75 bilh\u00f5es (informa\u00e7\u00f5es no site&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ibram.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ibram.org.br<\/a>). Estima-se que a Produ\u00e7\u00e3o Mineral Brasileira continuar\u00e1 crescendo entre 5% a 8% ao ano nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O saldo na balan\u00e7a comercial gerado pelo setor mineral em 2001 foi de US$ 7,7 bilh\u00f5es. Em 2011, o saldo foi US$ 38,4 bilh\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o mineral brasileira alcan\u00e7ou, o recorde de US$ 50 bilh\u00f5es, um crescimento de 550% em uma d\u00e9cada.<br><br>Quem faz a Minera\u00e7\u00e3o no Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Empresas de padr\u00e3o global: opera\u00e7\u00f5es complexas com aplica\u00e7\u00e3o de alta tecnologia para processamento de min\u00e9rio de ferro, alum\u00ednio, fertilizantes e outros minerais;<br><br>&#8211; Empresas que produzem outros minerais industriais ou que operam pedreiras de rochas ornamentais ou mesmo para agregados da constru\u00e7\u00e3o civil;<br><br>&#8211; Empresas que se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de gemas;<br><br>&#8211; Garimpos.<br><br>Entenda melhor<br><br>Os min\u00e9rios no subsolo n\u00e3o devem ser considerados riquezas. S\u00e3o recursos naturais que, ap\u00f3s extra\u00eddos e processados pelas empresas se transformam em riquezas. Os bens minerais no subsolo s\u00e3o considerados bens da Uni\u00e3o (Constitui\u00e7\u00e3o Federal). A explora\u00e7\u00e3o e o aproveitamento dos mesmos, que s\u00e3o a ess\u00eancia das atividades de minera\u00e7\u00e3o, ocorrem por outorga de direitos miner\u00e1rios.<br><br>Sobre o IBRAM<\/p>\n\n\n\n<p>O IBRAM \u2013 Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o \u00e9 a entidade nacional representativa de empresas e institui\u00e7\u00f5es que atuam na ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma associa\u00e7\u00e3o privada que tem por objetivo congregar, representar, promover e divulgar a ind\u00fastria mineral brasileira, contribuindo para a sua competitividade nacional e internacional. Al\u00e9m disso, o Instituto visa tamb\u00e9m fomentar o desenvolvimento sustent\u00e1vel e as melhores pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a e sa\u00fade ocupacional.<br><br>Sobre ERM<\/p>\n\n\n\n<p>A Environmental Resources Management (ERM) \u00e9 uma empresa internacional de consultoria. Est\u00e1 presente no Brasil desde 1992. Na lista de servi\u00e7os prestados pela ERM est\u00e3o: An\u00e1lise de Riscos, Auditorias Ambientais, Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Responsabilidade Social Corporativa, Estudos de Impactos Ambientais, Gerenciamento de \u00c1gua e Res\u00edduos, Investiga\u00e7\u00e3o e Remedia\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Contaminadas, Qualidade do Ar e Ru\u00eddo, Sa\u00fade e Seguran\u00e7a, Sistemas de Gest\u00e3o Ambiental e Treinamento.<br><br>A Ind\u00fastria e a Rio+20<br><br>A ind\u00fastria brasileira participa do esfor\u00e7o mundial pelo desenvolvimento sustent\u00e1vel. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e 16 setores industriais, entre os quais a minera\u00e7\u00e3o, elaboraram documentos em que relatam as a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis das empresas nos \u00faltimos 20 anos. Tamb\u00e9m incluem medidas capazes de garantir a expans\u00e3o da atividade industrial e o crescimento do Brasil no futuro, integrando os quatro pilares fundamentais da sustentabilidade: econ\u00f4mico, ambiental, social e cultural. Os documentos ser\u00e3o apresentados durante o Encontro da Ind\u00fastria para a Sustentabilidade, que reunir\u00e1 mais de 800 empres\u00e1rios em 14 de junho, no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa in\u00e9dita retrata a evolu\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a e da gest\u00e3o de aspectos ambientais, econ\u00f4micos e sociais pelas mineradoras que atuam no Brasil no per\u00edodo compreendido entre as duas confer\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas organizadas para debater o meio ambiente e a sustentabilidade, a Rio 92 e a Rio+20. 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