{"id":2262,"date":"2012-07-24T15:17:24","date_gmt":"2012-07-24T18:17:24","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2262"},"modified":"2020-10-14T21:53:25","modified_gmt":"2020-10-15T00:53:25","slug":"vale-projeta-80-de-autossuficiencia-energetica-no-brasil-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2262","title":{"rendered":"Vale projeta 80% de autossufici\u00eancia energ\u00e9tica no Brasil em 2020"},"content":{"rendered":"\n<p>Vil\u00e3 da composi\u00e7\u00e3o de custo do min\u00e9rio da Vale, a energia \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es da mineradora. Somente nos \u00faltimos cinco anos, o peso energ\u00e9tico no custo dos produtos vendidos (CPV) foi de R$ 26,65 bilh\u00f5es \u2013 sendo R$ 9,52 bilh\u00f5es em eletricidade. Energia \u00e9 em m\u00e9dia de 3% a 5% do pre\u00e7o final do min\u00e9rio entregue pela Vale. A empresa consome 1,2 mil megawatts-m\u00e9dios por ano. O suficiente para abastecer 4,38 milh\u00f5es resid\u00eancias com 200 megawatts-hora mensais por 12 meses ou, conforme comparativo da Andrade&amp;Canellas Consultoria, cerca de 70% dos 6 milh\u00f5es de domic\u00edlios da Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A autogera\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena perto da demanda. Apenas 45% da energia s\u00e3o gerados pela mineradora, apesar do aporte na \u00e1rea ter crescido quase 500% em cinco anos, saltando de US$ 165 milh\u00f5es, em 2007, para US$ 820 milh\u00f5es, em 2011. A Vale opera ou participa de nove usinas e quatro pequenas centrais hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p>A defici\u00eancia no autofornecimento est\u00e1 levando a companhia a estudar o uso da biomassa para gera\u00e7\u00e3o. A energia solar e a utiliza\u00e7\u00e3o do vapor como fontes energ\u00e9ticas est\u00e3o na lista das novas tecnologias a serem adotadas para atingir uma meta ousada: 80% de autossufici\u00eancia no Brasil at\u00e9 2020. \u201cA nossa previs\u00e3o de crescimento org\u00e2nico \u00e9 grande. Considerando projetos que temos, caso n\u00e3o haja aumento no consumo, queremos chegar a 80% [de autogera\u00e7\u00e3o] do nosso consumo\u201d, diz afirma ao iG o diretor global de energia, Jo\u00e3o Coral.<\/p>\n\n\n\n<p>As op\u00e7\u00f5es entram na pauta de estudos t\u00e9cnicos da mineradora, cujo desafio \u00e9 acompanhar o crescimento da produ\u00e7\u00e3o anual projetado para min\u00e9rios como ferro (acr\u00e9scimo de 125 milh\u00f5es de toneladas), carv\u00e3o (11 milh\u00f5es), pot\u00e1ssio (5,5 milh\u00f5es), cobre (200 mil) e n\u00edquel (58 mil). Os investimentos nesse projetos podem atingir US$ 23,5 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos. \u201cEnergia tem estar tr\u00eas ou quatro anos \u00e0 frente de um investimento [em produ\u00e7\u00e3o]\u201d, afirma o executivo. \u201cCom os projetos [em andamento], vamos continuar precisando ter energia contratada bilateralmente\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente a instala\u00e7\u00e3o da mina de ferro S11D, no Par\u00e1, ir\u00e1 elevar em 87 MW-m\u00e9dio o consumo at\u00e9 2020, quando deve produzir 90 milh\u00f5es de toneladas por ano. O refor\u00e7o na oferta pr\u00f3pria para atender o projeto vir\u00e1 da Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, ap\u00f3s aporte de R$ 2,3 bilh\u00f5es para ficar com 9% do cons\u00f3rcio que constr\u00f3i a usina. Belo Monte colocar\u00e1 435 MW na rede da Vale, atendendo projetos de n\u00edquel e ferro na regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra quanto a energia pesou no CPV dos \u00faltimos cinco ano em bilh\u00f5es de reais, oscilando entre R$ 4,927 bilh\u00f5es, em 2007, e R$ 5,514 bilh\u00f5es, em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Meta global: 150% mais energia<\/p>\n\n\n\n<p>Paraense de B\u00e9lem, aos 52 anos, Coral assumiu o desafio de equilibrar a \u00e1rea de energia da Vale h\u00e1 quase um ano, quando voltou \u00e0 mineradora ap\u00f3s uma temporada na Camargo Corr\u00eaa. O engenheiro el\u00e9trico havia trabalhado por 15 no antigo bra\u00e7o de alum\u00ednio da empresa, a Albr\u00e1s, em Barcarena (PA), entre 1984 e 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Na virada do mil\u00eanio, migrou para a \u00e1rea de desenvolvimento de neg\u00f3cios, o que o levou a viajar pelo mundo para desenhar projetos de carv\u00e3o, siderurgia, alum\u00ednio e energia. A experi\u00eancia de tr\u00eas anos o credenciou para o posto de diretor de projetos de n\u00edquel no Brasil e, posteriormente, para a presid\u00eancia Minera\u00e7\u00e3o On\u00e7a Puma \u2013 ex-divis\u00e3o de n\u00edquel no Norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, Coral saiu da Vale para comandar a \u00e1rea global de energia da Camargo Corr\u00eaa. Voltou a viajar em busca de oportunidades para empreiteira at\u00e9 agosto de 2011, quando o presidente da Vale, Murilo Ferreira, repatriou o engenheiro para uma miss\u00e3o espec\u00edfica: suprir a demanda por energia, incluindo a amplia\u00e7\u00e3o da autogera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica em 150% at\u00e9 2020 na \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina, Oceania e Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Biomassa e solar<\/p>\n\n\n\n<p>A mineradora pretende reduzir em 5% milh\u00f5es de gases causadores do aquecimento global, como o g\u00e1s carb\u00f4nico \u2013 o CO2 vil\u00e3o da camada de estufa que protege a terra dos raios solares. A redu\u00e7\u00e3o pode representar 1,7 milh\u00e3o de toneladas de CO2.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo foi iniciar uma planta\u00e7\u00e3o de palma em Moju, no Par\u00e1, onde ir\u00e1 extrair \u00f3leo de dend\u00ea para produzir biodiesel para uso de locomotivas e caminh\u00f5es. O projeto tamb\u00e9m \u00e9 um importante redutor de custos. A Vale ir\u00e1 deixar de comprar 20% do diesel que utiliza hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O passo seguinte ser\u00e1 reutilizar o baga\u00e7o da palma para gerar 11 MW de eletricidade. A equipe de energia da companhia, formada por 190 profissionais no globo desenha o modelo a ser implantado.<\/p>\n\n\n\n<p>A investida dever\u00e1 ser a primeira de uma s\u00e9rie sobre biomassa. \u201cEstamos trabalhando fortemente para viabilizar algumas iniciativas e projetos de biomassa no Brasil\u201d, antecipa Coral.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vale tamb\u00e9m come\u00e7a a flertar com a energia solar para ampliar seu portf\u00f3lio no futuro. \u201cTemos um time que olha a quest\u00e3o solar, discutindo algumas alternativas de tecnologia. Podemos desenvolver mais \u00e0 frente projetos pilotos em energia solar e outros [energ\u00e9ticos] como o hidrog\u00eanio\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTinha um time olhando e\u00f3lica h\u00e1 quatro, cinco anos. V\u00ednhamos aprendendo o neg\u00f3cio. A solar est\u00e1 desse mesmo jeito\u201d, diz o diretor, em refer\u00eancia \u00e0 parceria com a australiana Pacific Hydro para construir parque e\u00f3lico de R$ 650 milh\u00f5es no Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo para projetos futuros deve seguir o praticado com a Hydro. Segundo Coral, a parceria prev\u00ea 50% de participa\u00e7\u00e3o para cada s\u00f3cio na empresa que ser\u00e1 criada para administrar o parque e\u00f3lico. \u201cA linha \u00e9 sempre buscar parceiros estrat\u00e9gicos para desenvolver projetos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As inova\u00e7\u00f5es comp\u00f5em parte dos investimentos energ\u00e9ticos executados pela mineradora \u2013 como mostra o gr\u00e1fico abaixo. A previs\u00e3o para 2012 \u00e9 aplicar de 3,6% dos US$ 21 bilh\u00f5es de investimentos globais, podendo atingir US$ 756 milh\u00f5es. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 termos um investimento sempre maior, dependendo do crescimento org\u00e2nico da Vale\u201d, indica.<\/p>\n\n\n\n<p>Termel\u00e9tricas na \u00c1frica<\/p>\n\n\n\n<p>A mina de carv\u00e3o de Moatize, em Tete, prov\u00edncia de Mo\u00e7ambique, pode receber uma termel\u00e9trica a base de carv\u00e3o para atender a demanda da mina da mina de Moatize. A unidade consome 32 MW por ano, contratados de fornecedores locais. Em 2020, ser\u00e3o 137 MW-m\u00e9dios anuais \u2013 alta puxada pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o em 11 milh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o metal\u00fargico (usado na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o) e t\u00e9rmico (energ\u00e9tico), ap\u00f3s um aporte de US$ 2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A oferta pr\u00f3pria do insumo usado em fornos termel\u00e9tricos justifica a op\u00e7\u00e3o pelo uso do carv\u00e3o, apesar da meta de redu\u00e7\u00e3o de CO2, tendo em vista a seguran\u00e7a energ\u00e9tica do projeto mo\u00e7ambicano. \u201cAs op\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas e a voca\u00e7\u00e3o da \u00c1frica \u00e9 o carv\u00e3o. O continente tem um problema gigantesco de energia e estamos estudando projetos para l\u00e1\u201d, diz Coral.<\/p>\n\n\n\n<p>Contrato na Argentina<\/p>\n\n\n\n<p>A nacionaliza\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera YPF pelo governo Cristina Kirchner na Argentina tirou o sono da diretoria da Vale no primeiro momento. Agora, a mineradora diz confiar no s\u00f3cio para explorar bloco de g\u00e1s natural vital para abastecer de energia a extrass\u00e3o do pot\u00e1ssio de N\u00e9uquem, no norte do vizinho sul-americano.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato com a YPF prev\u00ea 50% da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s para a Vale, na quantidade suficiente para atender 100% da demanda da mina do insumo usado na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes. \u201cTemos uma cl\u00e1usula que prev\u00ea que caso nosso consumo ou a produ\u00e7\u00e3o da nossa concess\u00e3o [50%] seja menor que a demanda, temos o direito de prefer\u00eancia pela parte da YPF\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas discutem neste momento o pre\u00e7o que ser\u00e1 pago pelo excedente demando pela Vale. O debate central \u00e9 se ser\u00e1 um pre\u00e7o pr\u00e9-definido agora, antes da conclus\u00e3o da pesquisa de explora\u00e7\u00e3o para medir o tamanho da reserva, ou se valer\u00e1 o valor de mercado da \u00e9poca com algum desconto. \u201cO pre\u00e7o est\u00e1 sendo discutido no acordo de concess\u00e3o\u201d, diz o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>O que ainda n\u00e3o est\u00e1 confirmado \u00e9 a tecnologia necess\u00e1ria para abastecer a demanda prevista de 57 megawatts-m\u00e9dio para o projeto Rio Colorado em 2015 e a amplia\u00e7\u00e3o para 79 MWm\u00e9dio a partir de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Vapor el\u00e9trico<\/p>\n\n\n\n<p>A incerteza do modelo energ\u00e9tico para Argentina pode fazer a solu\u00e7\u00e3o desenhada para a mina de pot\u00e1ssio de Carnalita, em Sergipe, cruzar a fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00e1s natural ser\u00e1 injetado no solo sergipano para facilitar a retirada do mineral. O processo feito gerando vapor, que ser\u00e1 reutilizado para produzir eletricidade. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 n\u00e3o termos impacto em energia el\u00e9trica [com o projeto], porque vamos produzir l\u00e1\u201d, diz Jo\u00e3o Coral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Site IG<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vil\u00e3 da composi\u00e7\u00e3o de custo do min\u00e9rio da Vale, a energia \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es da mineradora. Somente nos \u00faltimos cinco anos, o peso energ\u00e9tico no custo dos produtos vendidos (CPV) foi de R$ 26,65 bilh\u00f5es \u2013 sendo R$ 9,52 bilh\u00f5es em eletricidade. 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