{"id":2184,"date":"2012-01-10T15:26:17","date_gmt":"2012-01-10T17:26:17","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2184"},"modified":"2020-10-14T14:57:23","modified_gmt":"2020-10-14T17:57:23","slug":"minas-espera-arrecadar-r-500-milhoes-por-ano-com-nova-taxa-para-mineradoras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=2184","title":{"rendered":"Minas espera arrecadar R$ 500 milh\u00f5es por ano com nova taxa para mineradoras"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo de Minas Gerais come\u00e7ou o ano com a previs\u00e3o de uma receita extra milion\u00e1ria que vir\u00e1 em forma de uma nova tarifa paga pelas mineradoras que operam no Estado. A taxa foi sancionada pelo governador Antonio&nbsp; Anastasia (PSDB). Empresas e entidades do setor protestam contra a medida. Para a oposi\u00e7\u00e3o, o objetivo do governo \u00e9 aumentar a receita.<\/p>\n\n\n\n<p>A Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscaliza\u00e7\u00e3o das Atividades de Pesquisa, Lavra, Explora\u00e7\u00e3o e Aproveitamento de Recursos Miner\u00e1rios (TFRM) ser\u00e1 cobrada das empresas que explorarem recursos minerais no Estado e os beneficiarem em outros lugares. O valor da taxa, que j\u00e1 est\u00e1 em vigor, \u00e9 de uma Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais (Ufemg) por tonelada. O valor da unidade neste ano \u00e9 de R$ 2,3291.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio estadual da Fazenda de Minas, Leonardo Colombini, a estimativa do governo \u00e9 que a TFRM gere uma arrecada\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 500 milh\u00f5es. \u00c9 mais do que o dobro do que o Estado arrecadou, por exemplo, em multas de tr\u00e2nsito at\u00e9 novembro de 2011 (R$ 229,7 milh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>A nova taxa incide sobre a produ\u00e7\u00e3o de bauxita, terras-raras e sobre minerais ou min\u00e9rios que sejam fonte de chumbo, cobre, estanho, ferro, l\u00edtio, mangan\u00eas, n\u00edquel, t\u00e2ntalo, tit\u00e2nio, zinco e zirc\u00f4nio. &#8220;A nossa expectativa \u00e9 R$ 500 milh\u00f5es, mas eu nem pus no or\u00e7amento ainda&#8221;, disse o secret\u00e1rio. &#8220;Com a crise l\u00e1 fora, pode cair a exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Par\u00e1, do tamb\u00e9m governador tucano Sim\u00e3o Jatene, criou uma tarifa nos mesmos moldes, mas com um valor por tonelada de pouco mais de R$ 6. Par\u00e1 e Minas s\u00e3o os dois maiores Estados mineradores do pa\u00eds. A cobran\u00e7a paraense deve entrar em vigor em 90 dias. O sindicato patronal das mineradoras que operam no Par\u00e1, o Sinmineral, promete recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para contestar a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas, o caminho pode a ser o mesmo. O presidente do Sindicato da Ind\u00fastria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Jos\u00e9 Fernando Coura, disse que convocar\u00e1 uma reuni\u00e3o com as mineradoras para discutir o assunto nas pr\u00f3ximas semanas. Em novembro, durante uma audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa, representantes de empresas e do sindicato questionaram a constitucionalidade do texto e criticaram o impacto desigual da cobran\u00e7a sobre distintos setores de minera\u00e7\u00e3o. Procurados, a Vale e o Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram) n\u00e3o se manifestaram.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio Colombini diz acreditar que a taxa vai mudar as pol\u00edticas das mineradoras. &#8220;As pr\u00f3prias empresas v\u00e3o come\u00e7ar a abrir plantas para fabricar aqui. O que n\u00f3s queremos \u00e9 que a gente n\u00e3o s\u00f3 venda min\u00e9rio. O que n\u00f3s queremos \u00e9: fa\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o aqui dentro e eu n\u00e3o te cobro nada. As mineradoras est\u00e3o destruindo o Estado e mandando para o Esp\u00edrito Santo, para o Rio de Janeiro, para industrializar e vender para fora. Ou ent\u00e3o elas mandam direto para os japoneses ou para os chineses, que depois vendem mercadoria para gente, gerando emprego naqueles pa\u00edses. Quero garantir emprego aqui&#8221;, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, o Estado montar\u00e1 uma nova estrutura para controlar a explora\u00e7\u00e3o mineral. &#8220;A ideia \u00e9 fazer com o que o Estado tenha efetivamente o controle disso. Como as empresas ter\u00e3o de fazer o recolhimento da taxa, o Estado de Minas vai fazer um controle de quanto sai de min\u00e9rio e etc&#8221;, diz o secret\u00e1rio. Segundo ele, esse controle hoje cabe ao Estado, mas \u00e9 o Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM), do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, que faz algum tipo de controle.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado estadual S\u00e1vio Souza Cruz (PMDB), que preside a Comiss\u00e3o de Minas e Energia da Assembleia e que faz oposi\u00e7\u00e3o a Anastasia, disse que entre as inconsist\u00eancias da cobran\u00e7a, uma delas se choca com a Constitui\u00e7\u00e3o porque diferencia um produto pelo destino. Outra cr\u00edtica \u00e9 que taxas s\u00e3o cobradas para custear um servi\u00e7o prestado. No caso da TFRM, ao cobrar sobre a produ\u00e7\u00e3o da mineradora, o Estado ter\u00e1 mais arrecada\u00e7\u00e3o quando a produ\u00e7\u00e3o aumenta, mas n\u00e3o ter\u00e1 necessariamente mais custos de fiscaliza\u00e7\u00e3o que justifiquem a cobran\u00e7a. &#8220;Na verdade, o intuito do governo \u00e9 fazer caixa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Valor<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo de Minas Gerais come\u00e7ou o ano com a previs\u00e3o de uma receita extra milion\u00e1ria que vir\u00e1 em forma de uma nova tarifa paga pelas mineradoras que operam no Estado. A taxa foi sancionada pelo governador Antonio&nbsp; Anastasia (PSDB). Empresas e entidades do setor protestam contra a medida. 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