{"id":1998,"date":"2011-09-15T16:06:59","date_gmt":"2011-09-15T19:06:59","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1998"},"modified":"2020-10-14T02:28:23","modified_gmt":"2020-10-14T05:28:23","slug":"vale-testa-nova-tecnologia-para-extrair-potassio-em-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1998","title":{"rendered":"Vale testa nova tecnologia para extrair pot\u00e1ssio em Sergipe"},"content":{"rendered":"\n<p>A mineradora Vale desenvolveu uma tecnologia in\u00e9dita no Brasil que ser\u00e1 usada para extrair pot\u00e1ssio a 1,2 mil metros de profundidade em reservas no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova t\u00e9cnica, que dispensa m\u00e3o-de-obra no subsolo, est\u00e1 em fase piloto no Sergipe, na regi\u00e3o em que a mineradora j\u00e1 produz o insumo para fertilizantes via contrato de arrendamento com a Petrobras, que det\u00e9m a licen\u00e7a de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A mineradora j\u00e1 concluiu que o novo m\u00e9todo pode ser aplicado no projeto, mas ainda est\u00e1 testando capacidade de produ\u00e7\u00e3o e outras aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Petrobras possui os direitos miner\u00e1rios de uma \u00e1rea que inclui a mina Taquari-Vassouras, entre outras \u00e1reas com potencial de pot\u00e1ssio que poder\u00e3o ser novamente arrendadas ou mesmo vendidas para a Vale. As duas empresas negociam o ativo e em breve dever\u00e3o anunciar um acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s temos estudos importantes, n\u00e3o apenas sobre a explorac\u00e3o, mas principalmente sobre o desenvolvimento da carnalita&#8221;, afirmou o presidente da Vale, Murilo Ferreira, em entrevista \u00e0 Reuters na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os minerais de onde pode ser extra\u00eddo o pot\u00e1ssio, est\u00e3o a carnalita e a silvinita, ambas presentes em Sergipe.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A equipe t\u00e9cnica da Vale desenvolveu um conceito que \u00e9 patente da pr\u00f3pria empresa e est\u00e1 registrado no Brasil, nos Estados Unidos, em v\u00e1rios pa\u00edses. Como sabemos, o pa\u00eds \u00e9 grande dependente de fertilizantes e por isso este projeto \u00e9 muito importante pra n\u00f3s&#8221;, acrescentou o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo para extrair pot\u00e1ssio dos dep\u00f3sitos de carnalita conta com dois dutos. O primeiro injeta \u00e1gua aquecida nos po\u00e7os subterr\u00e2neos para dissolver a rocha carnalita, que \u00e9 levada \u00e0 superf\u00edcie, pelo outro duto, sob a forma de salmoura &#8211;uma mistura da carnalita com outros sais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na superf\u00edcie \u00e9 realizada a separa\u00e7\u00e3o do sal de pot\u00e1ssio dos demais tamb\u00e9m presentes nos dep\u00f3sitos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Vale, o processo, chamado Solution Mining, ser\u00e1 usado n\u00e3o apenas no Sergipe, mas tamb\u00e9m nos projetos Rio Colorado e Neuqu\u00e9n (ambos na Argentina) e Kronau, no Canad\u00e1. Os tr\u00eas projetos s\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de silvinita.<\/p>\n\n\n\n<p>A lavra piloto est\u00e1 localizada na Fazenda Pedras, no munic\u00edpio de Maruim, em Sergipe. O local \u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com Ros\u00e1rio do Catete, regi\u00e3o que caracteriza-se pela presen\u00e7a de reservas de carnalita. O projeto deve entrar em opera\u00e7\u00e3o entre 2014 e 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vale j\u00e1 explora a mina arrendada da Petrobras em Sergipe desde 1991 e produz cloreto de pot\u00e1ssio a partir dos sais de silvinita, num volume de cerca de 700 mil toneladas anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto atual extrai pot\u00e1ssio da silvinita a uma profundidade de 450 metros, acima dos dep\u00f3sitos de carnalita.<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de hidrocarbonetos &#8211;a Petrobras procurava petr\u00f3leo e tamb\u00e9m acabou encontrando pot\u00e1ssio ali &#8211;propicia a ocorr\u00eancia de gases explosivos na regi\u00e3o, o que exigiu uma complexa tecnologia de lavra subterr\u00e2nea desde o come\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o, pela Petrobras, na d\u00e9cada de 80.<\/p>\n\n\n\n<p>NEGOCIA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um eventual acordo com a Petrobras, a Vale poder\u00e1 mais que triplicar a produ\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio no Sergipe, chegando a um volume de 2,2 milh\u00f5es de toneladas anuais a partir da explora\u00e7\u00e3o da carnalita.<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 custar cerca de 4 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ferreira revelou que a petroleira poder\u00e1 ceder &#8211;e n\u00e3o apenas arrendar&#8211; os direitos miner\u00e1rios da regi\u00e3o para a Vale. A mineradora poder\u00e1 pagar por essa &#8220;cess\u00e3o&#8221; um valor que Ferreira n\u00e3o especificou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fomos informados pelo presidente da Petrobras que eles n\u00e3o t\u00eam interesse no pot\u00e1ssio nem no fosfato&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, as empresas n\u00e3o est\u00e3o negociando uma transa\u00e7\u00e3o de troca de ativos, que envolveria uma f\u00e1brica de nitrogenados, mas sim uma opera\u00e7\u00e3o simples de venda ou de arrendamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Dissemos que estamos analisando em conjunto com a Petrobras a planta de Arauc\u00e1ria (PR), neg\u00f3cio que est\u00e1 desassociado do projeto de carnalita&#8221;, disse na entrevista. &#8220;Se for compra, cess\u00e3o, vai receber dinheiro. Se for arrendamento, vai receber uma mensalidade&#8221;, explicou Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Por&nbsp;SABRINA LORENZI &#8211; REUTERS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<a href=\"http:\/\/www.redeaplmineral.org.br\/www.estadao.com.b\">&nbsp;Estad\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mineradora Vale desenvolveu uma tecnologia in\u00e9dita no Brasil que ser\u00e1 usada para extrair pot\u00e1ssio a 1,2 mil metros de profundidade em reservas no Nordeste. 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