{"id":1986,"date":"2011-09-06T15:19:40","date_gmt":"2011-09-06T18:19:40","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1986"},"modified":"2020-10-14T02:19:47","modified_gmt":"2020-10-14T05:19:47","slug":"mineracao-cresce-mas-precisa-de-estimulos-no-rn","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1986","title":{"rendered":"Minera\u00e7\u00e3o cresce, mas precisa de est\u00edmulos no RN"},"content":{"rendered":"\n<p>A minera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 render mais de R$2 bilh\u00f5es em investimentos ao Rio Grande do Norte nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, um valor que poderia ser maior, caso o estado dispusesse de um \u00f3rg\u00e3o voltado \u00e0 minera\u00e7\u00e3o e de uma melhor log\u00edstica. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor geral do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), S\u00e9rgio D\u00e2maso, que participou de uma audi\u00eancia p\u00fablica proposta pelo deputado estadual Walter Alves (PMDB), na Assembleia Legislativa, ontem. Segundo D\u00e2maso, &#8220;os n\u00fameros estar\u00e3o em alta nos pr\u00f3ximos anos no RN&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da falta de conex\u00e3o entre os sistemas ferrovi\u00e1rio, aerovi\u00e1rio, hidrovi\u00e1rio e rodovi\u00e1rio, apontada como um dos maiores gargalos no estado, a exporta\u00e7\u00e3o de granito e tungst\u00eanio, dois tipos de min\u00e9rio, subiu cerca de 200% no primeiro semestre de 2011, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2010. Segundo D\u00e2maso, a minera\u00e7\u00e3o potiguar exportou US$70 milh\u00f5es e importou US$2 milh\u00f5es em m\u00e1quinas nos primeiros meses do ano. &#8220;Nos anos anteriores, a importa\u00e7\u00e3o ficava na casa dos milhares&#8221;, compara.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre de 2011, o DNPM autorizou cerca de 400 novos requerimentos no Rio Grande do Norte, n\u00famero 3,2 vezes maior que o registrado em 2002, quando o DNPM aprovou 123. H\u00e1 ainda 414 solicita\u00e7\u00f5es aguardando autoriza\u00e7\u00e3o. A Vicenza Minera\u00e7\u00e3o, por exemplo, requereu de uma s\u00f3 vez 106 \u00e1reas para pesquisa de cobre e n\u00edquel,&nbsp; totalizando um investimento de R$500 mil, apenas para requerer o direito de explorar a \u00e1rea. Investimentos como esse mostram, na \u00f3tica de D\u00e2maso,&nbsp; que &#8220;o RN vive a grande retomada da minera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 127 empresas e 14 cooperativas autorizadas a extrair e comercializar min\u00e9rio no RN, segundo Roger Garibaldi, superintendente do DNPM no RN. D\u00e2maso reconhece que o Rio Grande do Norte tem um enorme potencial mineral, mas que precisa aproveitar melhor as oportunidades. &#8220;H\u00e1 mais de 50 bens minerais no subsolo potiguar. Deste total, s\u00f3 25 s\u00e3o minerados (explorados)&#8221;, justifica. No Brasil, 10 mil novos projetos de minera\u00e7\u00e3o est\u00e3o em andamento. &#8220;Eles est\u00e3o em fase de instru\u00e7\u00e3o processual. Dependem de licenciamento ambiental e aguardam outras provid\u00eancias t\u00e9cnico-legais&#8221;, esclarece D\u00e2maso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Walter Alves, o estado precisa investir em infraestrutura caso queira captar mais investimentos. O ministro da Previd\u00eancia Social, Garibaldi Alves, que tamb\u00e9m participou da audi\u00eancia realizada na Assembleia, concorda com a coloca\u00e7\u00e3o. Para ele, &#8220;vivemos um momento crucial na nossa economia. Mas acredito que estamos no caminho certo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O RN viveu seu apogeu quando exportava schelita e tungst\u00eanio. A atividade, por\u00e9m, entrou em decl\u00ednio devido a concorr\u00eancia com os chineses. O RN passou ent\u00e3o a viver do passado. Agora, entretanto, n\u00e3o \u00e9 apenas a schellita e o tungst\u00eanio que despertam o interesse dos investidores. O RN tem mais de 50 tipos de minerais no seu subsolo. &#8220;O futuro n\u00e3o nos perdoaria se n\u00e3o aproveit\u00e1ssemos esse potencial&#8221;, disse Garibaldi.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es foram apontadas durante a audi\u00eancia. Entre elas, a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o voltado a minera\u00e7\u00e3o ou reativa\u00e7\u00e3o da&nbsp; antiga CDM (Companhia de Desenvolvimento Mineral do Rio Grande do Norte), extinta durante o governo Garibaldi, e a cria\u00e7\u00e3o de um fundo estadual de minera\u00e7\u00e3o. Garibaldi questionou se n\u00e3o teria sido melhor ter poupado a CDM, realizando apenas algumas interven\u00e7\u00f5es no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Expectativa \u00e9 por melhorias para pequenos<br><br>Mesmo ap\u00f3s a chegada de grandes grupos mineradores, como a australiana Crusader, que investe R$100 milh\u00f5es na reativa\u00e7\u00e3o da Mina de ouro S\u00e3o Francisco, em Currais Novos, o mercado da minera\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 marcado pela presen\u00e7a de pequenos mineradores, que somam mais de 5 mil no estado. Para Sheyson Medeiros, consultor do Sebrae RN e gestor do projeto APL Pegmatitos, al\u00e9m de criar novos postos de trabalho (a cada emprego direto gerado na mina, 9,8 empregos indiretos s\u00e3o gerados fora dela), o governo deve&nbsp; garantir boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho aos pequenos mineradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele prop\u00f5e que o estado capacite os pequenos mineradores, crie um fundo voltado \u00e0 minera\u00e7\u00e3o e estimule a cria\u00e7\u00e3o de linhas de cr\u00e9dito especiais para este p\u00fablico, se poss\u00edvel, sem reembolso. &#8220;O governo deve se perguntar sempre: estou ajudando ou atrapalhando a vida do pequeno minerador?&#8221;. Segundo ele, de nada vale empregar o minerador nas grandes empresas, se ele continuar recebendo pouco. &#8220;\u00c9 preciso empoderar o pequeno produtor. Se ele apenas extrair min\u00e9rio, vai continuar recebendo apenas o suficiente para fazer a feira. N\u00e3o vai sequer comprar uma TV ou uma geladeira&#8221;, afirma.<br><br>Porto pr\u00f3ximo ao de Natal seria uma solu\u00e7\u00e3o, diz Codern<br><br>Para Emerson Fernandes, presidente da Companhia Docas do RN e respons\u00e1vel pelo Porto de Natal, o estado n\u00e3o precisa construir um porto graneleiro pr\u00f3ximo as \u00e1reas produtivas, como defendem fontes ligadas ao setor. Para ele, construir um novo porto na margem esquerda do Potengi basta. Os estudos necess\u00e1rios \u00e0 constru\u00e7\u00e3o na outra margem j\u00e1 foram finalizados e mostram que a proposta \u00e9 vi\u00e1vel, acrescenta Emerson. &#8220;O governo precisa&nbsp; construir linhas f\u00e9rreas que liguem as \u00e1reas produtivas aos locais de escoamento&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o Estado precisa abandonar a ideia de ligar as \u00e1reas produtivas do Rio Grande do Norte \u00e0 portos de outros estados nordestinos, como os de Pec\u00e9m, Cear\u00e1, e Suape, Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>Linha f\u00e9rrea<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez fora da Transnordestina, ele sugere que o RN comece a formatar uma Transpotiguar &#8211; uma linha f\u00e9rrea que atravesse todo o estado. &#8220;O RN n\u00e3o deve pensar apenas no porto, mas em todos os caminhos que levem nossos produtos&#8221;, justifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda quinzena, o Porto de Natal exportar\u00e1 min\u00e9rio de ferro extra\u00eddo pela Susa Minera\u00e7\u00f5es. A opera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ainda \u00e9 vista com desconfian\u00e7a por exportadores e estudiosos. Para Otac\u00edlio Carvalho, professor do IFRN, por exemplo, o ideal seria construir um porto graneleiro pr\u00f3ximo \u00e0s \u00e1reas produtivas e construir ramais ligando o novo porto \u00e0s jazidas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Fonte: Tribuna do Norte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 render mais de R$2 bilh\u00f5es em investimentos ao Rio Grande do Norte nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, um valor que poderia ser maior, caso o estado dispusesse de um \u00f3rg\u00e3o voltado \u00e0 minera\u00e7\u00e3o e de uma melhor log\u00edstica. 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