{"id":1880,"date":"2011-06-29T10:38:41","date_gmt":"2011-06-29T13:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1880"},"modified":"2020-10-15T04:42:24","modified_gmt":"2020-10-15T07:42:24","slug":"os-novos-donos-do-minerio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1880","title":{"rendered":"Os novos donos do min\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no cen\u00e1rio internacional a partir da crise econ\u00f4mica global de 2008 est\u00e1 levando as sider\u00fargicas brasileiras a ampliarem seus investimentos em minera\u00e7\u00e3o. Com planos de autossufici\u00eancia na mat\u00e9ria-prima at\u00e9 2015, empresas como Usiminas, Gerdau e AcelorMittal est\u00e3o expandindo suas minas no Brasil. Mesmo a CSN, que j\u00e1 \u00e9 autossuficiente, est\u00e1 refor\u00e7ando investimentos na \u00e1rea. Juntas, as quatro v\u00e3o destinar mais de US$ 12 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos \u00e0 expans\u00e3o da atividade mineradora. Por tr\u00e1s dessa estrat\u00e9gia est\u00e3o esfor\u00e7os para cortar custos e buscar novas fontes de receita. O resultado \u00e9 uma curiosa disputa concorrencial com a Vale, tradicional fornecedora de min\u00e9rio de ferro no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa invers\u00e3o de pap\u00e9is na cadeia produtiva do a\u00e7o come\u00e7ou como um movimento defensivo. Com a crise de 2008, tanto os pre\u00e7os do min\u00e9rio de ferro como os de produtos sider\u00fargicos ca\u00edram no ano seguinte e se recuperaram em seguida, mas os ritmos de queda e de alta foram bem diferentes. Enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada de min\u00e9rio de ferro exportada pelo Brasil caiu 15% em 2009, o pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada de laminados (tipo de produto sider\u00fargico) exportada despencou 38%. Em 2010, a discrep\u00e2ncia se repetiu. As exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio atingiram recorde, com salto de 86,7% no pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada. O pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada de laminados avan\u00e7ou apenas 13,7%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que explica patamares t\u00e3o diferentes de reajustes de itens da mesma cadeia produtiva? No caso do min\u00e9rio, a resposta vem da China, que mant\u00e9m seu apetite voraz pela mat\u00e9riaprima. No caso do a\u00e7o, a retra\u00e7\u00e3o das economias europeia e americana, ap\u00f3s a crise de 2008, levou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o no consumo de produtos sider\u00fargicos. O resultado foi uma sobreoferta que deve se manter at\u00e9 pelo menos 2012, diz a World Steel Association. Proje\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o indicam capacidade ociosa para este ano de 532 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o, ou 18 vezes o volume que o Brasil deve consumir em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Al\u00e9m das mudan\u00e7as internacionais, houve altera\u00e7\u00f5es estruturais no Brasil. H\u00e1 at\u00e9 alguns anos, havia disputa de pre\u00e7os entre as mineradoras no pa\u00eds. Mas a Vale foi comprando uma a uma (casos de Samitri, Ferteco, MBR entre outras), reduzindo o poder de fogo das sider\u00fargicas \u2014 lembra o presidente-executivo do Instituto A\u00e7o Brasil, Marco Polo de Mello.<\/p>\n\n\n\n<p>CSN: min\u00e9rio j\u00e1 rende mais do que o a\u00e7o<br><br>Como o min\u00e9rio \u2014 junto ao carv\u00e3o \u2014 representa cerca de 50% do custo do a\u00e7o, as sider\u00fargicas se viram contra a parede e buscaram fornecimento pr\u00f3prio. A Usiminas foi \u00e0s compras em 2008 e arrematou uma mina em Serra Azul (MG). Em 2010, atraiu um parceiro internacional, a japonesa Sumitomo, e criou a Minera\u00e7\u00e3o Usiminas. Hoje, a capacidade de produ\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 de sete milh\u00f5es de toneladas, ou 40% de sua necessidade. A meta para 2015, quando pretende chegar \u00e0 autossufici\u00eancia, \u00e9 de 29 milh\u00f5es de toneladas, o que demandar\u00e1 US$ 4 bilh\u00f5es.<br><br>O presidente da Usiminas,Wilson Brumer, ressalta, por\u00e9m, que a autossufici\u00eancia ser\u00e1 econ\u00f4mica. Por quest\u00f5es log\u00edsticas, parte da demanda continuar\u00e1 a ser suprida pela Vale. Ainda assim, a Minera\u00e7\u00e3o Usiminas deve \u201croubar\u201d mercado de sua fornecedora, pois vender\u00e1 o excedente.<br><br>\u2014 Pretendemos vender o min\u00e9rio a pre\u00e7os de mercado \u2014 diz Brumer.<br><br>Gerdau e ArcelorMittal est\u00e3o no mesmo caminho. A primeira pretende atingir a autossufici\u00eancia em 2012, quando dever\u00e1 produzir sete milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro. O insumo vai abastecer a unidade A\u00e7o Minas, \u00fanica do grupo que consome min\u00e9rio \u2014 as demais usam sucata. A Gerdau n\u00e3o revela investimentos, mas informa que este ano 75% do min\u00e9rio que vai alimentar os altos-fornos da A\u00e7o Minas ser\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. O grupo Arcelor, por sua vez, pretende chegar em 2015 com 75% de sua demanda global atendida por produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou contratos estrat\u00e9gicos de fornecimento. Para isso, est\u00e1 investindo no Brasil US$ 75 milh\u00f5es em projetos de minera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2012.<br><br>\u2014 Vejo a estrat\u00e9gia da Gerdau e da Arcelor como uma busca para redu\u00e7\u00e3o de custos. As empresas que t\u00eam mais chances de tornar a minera\u00e7\u00e3o um neg\u00f3cio rent\u00e1vel s\u00e3o Usiminas e CSN \u2014 avalia Pedro Galdi, da corretora SLW.<br><br>Para a CSN, a rentabilidade dos neg\u00f3cios j\u00e1 aparece no balan\u00e7o financeiro. No primeiro trimestre de 2011, o lucro bruto do segmento de minera\u00e7\u00e3o (R$ 774 milh\u00f5es) superou o da siderurgia (R$ 670 milh\u00f5es). A empresa diz que seu principal neg\u00f3cio continua a ser o a\u00e7o, mas prepara investimentos robustos para ampliar a atividade mineradora: ser\u00e3o R$ 13 bilh\u00f5es (cerca de US$ 8 bilh\u00f5es) entre 2011 e 2015, para elevar a produ\u00e7\u00e3o de 26 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro para 89 milh\u00f5es de toneladas. O salto tornar\u00e1 o duelo com a Vale inevit\u00e1vel. Hoje, 75% das vendas totais de min\u00e9rio da CSN s\u00e3o para terceiros.<br><br>Para acelerar os investimentos, a empresa pretende abrir o capital de da mina Casa de Pedra (MG) e da Namisa, empresa criada em 2007 e que re\u00fane os demais ativos de minera\u00e7\u00e3o do grupo. \u201cEssa abertura (de capital) seria importante para capturar o bom momento da minera\u00e7\u00e3o\u201d, diz a sider\u00fargica. Procurada, a Vale n\u00e3o comentou o movimento das sider\u00fargicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: O Globo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan\u00e7a no cen\u00e1rio internacional a partir da crise econ\u00f4mica global de 2008 est\u00e1 levando as sider\u00fargicas brasileiras a ampliarem seus investimentos em minera\u00e7\u00e3o. Com planos de autossufici\u00eancia na mat\u00e9ria-prima at\u00e9 2015, empresas como Usiminas, Gerdau e AcelorMittal est\u00e3o expandindo suas minas no Brasil. 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