{"id":1871,"date":"2011-06-22T10:32:57","date_gmt":"2011-06-22T13:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1871"},"modified":"2020-10-15T04:44:04","modified_gmt":"2020-10-15T07:44:04","slug":"seguranca-ainda-e-desafio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1871","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a ainda \u00e9 desafio"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O uso sustent\u00e1vel dos ecossistemas \u00e9 discuss\u00e3o constante no setor mineral. Conforme adiantou o diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram), Rinaldo Mancin, o instituto ir\u00e1 divulgar, em breve, um relat\u00f3rio dimensionando o tamanho da responsabilidade da minera\u00e7\u00e3o nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com os dados, alguns processos poder\u00e3o ser modificados. Outro constante desafio para as mineradoras \u00e9 a quest\u00e3o da seguran\u00e7a do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do Minera\u00e7\u00e3o &#8211; Programa Especial de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade Ocupacional na Minera\u00e7\u00e3o -, mantido pelo Ibram, Cl\u00e1udia Pellegrinelli, disse que apesar dos avan\u00e7os na \u00e1rea, \u00e9 dif\u00edcil generalizar a forma como as mineradoras encaram o tema. Especialmente porque o Brasil possui uma enorme variedade de empresas do segmento. Somente em Minas Gerais, s\u00e3o contabilizadas, atualmente, 770 companhias que trabalham com extra\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n\n\n\n<p>Levando em conta as mineradoras de pequeno porte, o desafio \u00e9 ainda maior. Conforme Cl\u00e1udia Pellegrinelli, a ades\u00e3o dessas empresas ao projeto \u00e9 uma das maiores dificuldades do &#8220;Minera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, ela destacou que o item &#8220;seguran\u00e7a&#8221; tem se tornado cada vez mais relevante na minera\u00e7\u00e3o brasileira e que, dificilmente, um acidente nas propor\u00e7\u00f5es do que ocorreu em 2010 na jazida San Jos\u00e9, no Chile, se repetiria por aqui. &#8220;As normas brasileiras obrigam que as empresas tenham recursos t\u00e9cnicos que facilitem o acesso (entrada e sa\u00edda) \u00e0s minas subterr\u00e2neas&#8221;, justificou. Entretanto, ela acrescentou que, nas empresas brasileiras, o trabalho em altura, transporte de equipamentos e pessoas, uso de explosivos, entre outros, s\u00e3o fortemente relacionados a acidentes de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais um ponto do segmento que o Ibram pretende aprimorar \u00e9 a maneira como as mineradoras encaram a normatiza\u00e7\u00e3o. Visando que os procedimentos internacionais tenham precis\u00e3o aceit\u00e1vel e aplic\u00e1vel \u00e0s commodities nacionais, o instituto criou, em 1994, o Comit\u00ea para a Normaliza\u00e7\u00e3o Internacional em Minera\u00e7\u00e3o (Conim).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a coordenadora de normaliza\u00e7\u00e3o internacional do Ibram, Th\u00e1sia Medeiros, o Conin atua para coordenar a participa\u00e7\u00e3o dos especialistas brasileiros nos comit\u00eas da ISO, onde s\u00e3o elaboradas as normas t\u00e9cnicas do setor. Os comit\u00eas ocorrem de dois em dois anos em um pa\u00eds fornecedor ou consumidor de min\u00e9rios e re\u00fanem representantes dos grandes players do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Th\u00e1sia Medeiros, a participa\u00e7\u00e3o nos comit\u00eas permite que os brasileiros atuem no desenvolvimento das normas internacionais, defendendo seus pr\u00f3prios interesses. Representantes de empresas como Vale, Samarco, Votorantim e CSN participam do Conim.<br><br>Para ilustrar a import\u00e2ncia da normatiza\u00e7\u00e3o, a coordenadora do Ibram usou como exemplo as exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro no ano passado, que totalizaram 310,8 milh\u00f5es de toneladas e um faturamento de US$ 28,9 bilh\u00f5es. Conforme ela, caso houvesse um erro de apenas 0,1% na determina\u00e7\u00e3o de teor de ferro presente no mineral, implicaria em um impacto de US$ 44,8 milh\u00f5es no faturamento do setor.<br><br>Ur\u00e2nio chegou a ser utilizado como corante<br><br>Mais do que a descoberta de subst\u00e2ncias e a explora\u00e7\u00e3o de novos territ\u00f3rios, a evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie pode agregar fun\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas para os minerais j\u00e1 conhecidos. De acordo com o diretor de assuntos miner\u00e1rios do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram), Marcelo Tunes, a atividade j\u00e1 acontece desde os prim\u00f3rdios e mesmo o uso da pedra lascada pode ser entendido como minera\u00e7\u00e3o.<br><br>O passar do tempo tamb\u00e9m modifica a forma como as subst\u00e2ncias s\u00e3o encaradas. No s\u00e9culo XVIII, por exemplo, o ur\u00e2nio j\u00e1 era conhecido e utilizado como corante para vidro. Naquela \u00e9poca, por\u00e9m, era imposs\u00edvel se prever que a mesma subst\u00e2ncia passaria a ser utilizada dois s\u00e9culos mais tarde como fonte de energia e de armas.<br><br>Outro exemplo \u00e9 o do alum\u00ednio. Extremamente valorizado, era comparado ao ouro no s\u00e9culo XVIII e hoje se tornou uma sust\u00e2ncia de pouco valor. Cavernas &#8211; Fontes de hist\u00f3ria e riqueza, as cavidades naturais subterr\u00e2neas, popularmente conhecidas como cavernas, t\u00eam grande potencial para a minera\u00e7\u00e3o. De olho nesta possibilidade, o setor acompanha a regulamenta\u00e7\u00e3o da atividade miner\u00e1ria nesses espa\u00e7os.<br><br>A explora\u00e7\u00e3o das cavernas, fontes de min\u00e9rios relevantes para a ind\u00fastria e agroneg\u00f3cio, era proibida at\u00e9 2009. Naquele ano, os crit\u00e9rios estabelecidos pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa 02\/09 mudou a forma como o impacto \u00e0s cavidades naturais subterr\u00e2neas \u00e9 entendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), Josy Cruz, a medida trouxe avan\u00e7os, por\u00e9m, ainda esbarra na falta de profissionais capacitados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa intensificou o debate sobre a relev\u00e2ncia das cavernas ao estabelecer que as grutas com &#8220;alta relev\u00e2ncia&#8221; podem ser exploradas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares. J\u00e1 as de &#8220;m\u00e9dia relev\u00e2ncia&#8221; podem sofrer interfer\u00eancia com a condi\u00e7\u00e3o de que o respons\u00e1vel pela obra financie a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e uso adequado do patrim\u00f4nio espeleol\u00f3gico brasileiro. Para o impacto das cavernas de &#8220;baixa relev\u00e2ncia&#8221; n\u00e3o h\u00e1 contrapartida.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do esclarecimento, o imbr\u00f3glio \u00e9 alimentado pelo fato de o Brasil possuir um enorme d\u00e9ficit de profissionais capazes de fazer a classifica\u00e7\u00e3o. Visando mais profissionaliza\u00e7\u00e3o, o Cecav oferece cursos de capacita\u00e7\u00e3o voltados, inclusive, para t\u00e9cnicos de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. &#8220;Nosso papel \u00e9 gerar conhecimento para este desafio de aliar a preserva\u00e7\u00e3o ambiental com o crescimento econ\u00f4mico&#8221;, salientou.<br>&nbsp;<br><br><strong>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio &#8211; MG<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso sustent\u00e1vel dos ecossistemas \u00e9 discuss\u00e3o constante no setor mineral. 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