{"id":1868,"date":"2011-06-22T10:31:23","date_gmt":"2011-06-22T13:31:23","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1868"},"modified":"2020-10-15T04:44:41","modified_gmt":"2020-10-15T07:44:41","slug":"a-bahia-e-um-dos-estados-mais-estudados-geologicamente-falando-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1868","title":{"rendered":"A Bahia \u00e9 um dos Estados mais estudados geologicamente falando do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>James Silva Santos Correia, 52 anos, assumiu o cargo em agosto de 2009 e levou para a Secretaria de Industria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o uma vasta experi\u00eancia e um curr\u00edculo de peso. Foi gerente de opera\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o metropolitana de Salvador da COELBA, por 10 anos. Criou o plano de racionamento alternativo a crise energ\u00e9tica em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, foi consultor na \u00e1rea de g\u00e1s e petr\u00f3leo para diversas empresas do setor. Engenheiro eletricista formado pela Escola Polit\u00e9cnica da UFBA, especialista em Planejamento de Sistemas de Pot\u00eancia (UFMG), p\u00f3s-graduado em estudos avan\u00e7ados sobre Sistemas de Pot\u00eancia, Mestre e Doutor na mesma \u00e1rea, pela Escola polit\u00e9cnica da USP, sendo condecorado com a medalha comemorativa dos 110 anos desta escola, na modalidade Empreendedorismo. Foi Coordenador do Mestrado em Energia da UNIFACS. Confira a entrevista concedida ao rep\u00f3rter Carlos Vianna J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor responde pela carteira de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o. Como \u00e1 gerir uma secretaria com tr\u00eas \u00e2mbitos de fronteiras t\u00e3o definidos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Todos eles, de uma forma ou de outra, se interrelacionam. N\u00e3o h\u00e1 ind\u00fastria sem com\u00e9rcio nem com\u00e9rcio sem ind\u00fastria. A minera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma atividade industrial, tamb\u00e9m tem o seu componente comercial. Embora tenham pautas e reivindica\u00e7\u00f5es distintas, todos eles integram a cadeia produtiva da economia baiana. Salvador nasceu como um dos principais entrepostos comerciais do mundo. Nossa ind\u00fastria \u00e9 pioneira, com a cana-de-a\u00e7\u00facar, assim como tamb\u00e9m \u00e9 a nossa minera\u00e7\u00e3o, com o garimpo extrativista na Chapada Diamantina. Est\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da economia baiana essas tr\u00eas vertentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 o papel da minera\u00e7\u00e3o na economia baiana hoje?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>A Produ\u00e7\u00e3o Mineral Baiana Comercializada (PMBC) apresentou um desempenho recorde de RS 1,7 bilh\u00e3o em 2010, evoluindo constantemente desde 2007, quando cravou R$ 850 milh\u00f5es, A produ\u00e7\u00e3o mineral bruto, sem beneficiamento, representou 1,2% do PIB baiano em 2010.&nbsp;<br>&nbsp;<br><strong>Quais os destaques da Produ\u00e7\u00e3o Mineral Baiana Comercializada (PMBC)?<\/strong><br>&nbsp;<br><strong>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Levando-se em conta as subst\u00e2ncias minerais produzidas, as cinco principais commodities extra\u00eddas na Bahia &#8211; cobre, ouro, n\u00edquel, cromo e magnesita s\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 75% da PMBC. Em 2010, os principais destaques na PMBC foram a produ\u00e7\u00e3o de n\u00edquel, brita e a retomada na produ\u00e7\u00e3o de rochas ornamentais. O n\u00edquel teve sua explora\u00e7\u00e3o iniciada em janeiro e j\u00e1 se posiciona como o terceiro bem mineral em comercializa\u00e7\u00e3o no ranking de produ\u00e7\u00e3o baiano.<\/p>\n\n\n\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o de pedra britada aparece, demonstrando o bom momento da constru\u00e7\u00e3o civil pelo qual passa o Pa\u00eds e em especial o Estado da Bahia. As rochas ornamentais, que retomaram produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para atender ao mercado externo que come\u00e7a reagir \u00e0 crise internacional, bem como ao mercado nacional que, em 2010, mostrou-se muito receptivo.&nbsp;<br>&nbsp;<br><strong>Qual \u00e9 a descoberta mais auspiciosa feita durante sua gest\u00e3o at\u00e9 o presente momento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>James Silva Santos Correia &#8211;<\/strong>&nbsp;O nosso maior trunfo foi a entrada em produ\u00e7\u00e3o da mina de n\u00edquel de Itagib\u00e1 (Mirabela), considerada a maior descoberta de n\u00edquel a c\u00e9u aberto do mundo, nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desde 2007, a Bahia lidera as solicita\u00e7\u00f5es para pesquisas em minera\u00e7\u00e3o, segundo o site da CBPM. O que significa isso?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;<\/strong>&nbsp;De 2007 a 2009, a Bahia liderou os requerimentos de pesquisa no Pa\u00eds, atr\u00e1s de Minas, que reassumiu a primeira posi\u00e7\u00e3o em 2010. A Bahia, por ser um dos estados mais bem conhecidos em termos de geologia e por possuir ambientes favor\u00e1veis \u00e0 exist\u00eancia de minerais, principalmente met\u00e1licos, passou a ser alvo de empresas mineradoras e de especuladores, quando houve este aumento na procura por minerais em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem faz estas solicita\u00e7\u00f5es?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Qualquer brasileiro ou empresa com capital nacional pode requerer \u00e1reas no Pa\u00eds para pesquisa e lavra independentemente da autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do propriet\u00e1rio da terra. Apenas no caso do Regime de Registro de Licen\u00e7a h\u00e1 a necessidade da autoriza\u00e7\u00e3o do dono do solo e da prefeitura municipal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 se sabe que o Estado possui forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas favor\u00e1veis a dep\u00f3sitos e jazidas de commodities minerais muito valorizadas internacionalmente, o que pode transformar a Bahia em um grande polo sider\u00fargico. o que falta para isso acontecer?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Os governos estadual e federal est\u00e3o trabalhando para dotar o Estado de infraestrutura. S\u00e3o investimentos em rodovias, energia limpa, obras do PAC como a Ferrovia Oeste-Leste, o Complexo Porto Sul, as obras de amplia\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o do porto de Aratu, al\u00e9m de incentivos fiscais concedidos pelo governo \u00e0s empresas que pretendem se instalar no Estado. Esses projetos estruturantes que est\u00e3o em andamento ir\u00e3o resolver quest\u00f5es como a log\u00edstica de entrada de mat\u00e9rias-primas e o escoamento da produ\u00e7\u00e3o. Esses fatores equacionados \u00e0s quest\u00f5es voltadas ao meio ambiente tornam a Bahia um ambiente prop\u00edcio \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de novas sider\u00fargicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto por cento do min\u00e9rio extra\u00eddo tem sua transforma\u00e7\u00e3o feita no pr\u00f3prio Estado?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Esse n\u00famero ainda n\u00e3o foi apurado. Por\u00e9m, pode-se afirmar que a Bahia \u00e9 um produtor de minerais em bruto e semi-manufaturados. Para mudar, o Estado tem feito investimentos em infraestrutura, em log\u00edstica e vem atraindo empresas que industrializam e beneficiam aqui as mat\u00e9rias-primas. N\u00e3o queremos ser somente um Estado que exporta commodities.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De que forma a CBPM faz o trabalho de atra\u00e7\u00e3o da iniciativa privada?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;<\/strong>&nbsp;A CBPM \u00e9 uma descentralizada, uma empresa p\u00fablica ligada diretamente \u00e0 SICM e tem grande import\u00e2ncia, pois \u00e9 o bra\u00e7o executivo da pol\u00edtica mineral do Estado e atrav\u00e9s dela \u00e9 que a Bahia \u00e9 hoje um dos estados mais estudados geologicamente falando do Brasil.<br>&nbsp;<br>A CBPM, por ser uma empresa de desenvolvimento mineral, pesquisa todo o territ\u00f3rio baiano e quando viabiliza uma \u00e1rea promissora abre licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, visando atrair empresas privadas para serem parceiras na avalia\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, se for o caso, dos dep\u00f3sitos descobertos. Para tanto, apresenta como atrativo o seu imenso acervo de dados e os trabalhos iniciais de pesquisa, bem como os levantamentos geol\u00f3gicos e aerogeof\u00edsicos, que s\u00e3o os trabalhos de maior risco numa pesquisa mineral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quantas oportunidades foram negociadas em 2010? E para 2011?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>Em 2010, foram licitadas seis oportunidades minerais. Como nesse in\u00edcio de ano j\u00e1 abrimos tr\u00eas Iicita\u00e7\u00f5es e, como o mercado est\u00e1 bastante promissor, acredito que teremos um n\u00famero bem perto de 2008, quando foram licitadas cerca de 15 oportunidades minerais.&nbsp;<br>&nbsp;<br><strong>A crise financeira mundial afetou a produ\u00e7\u00e3o baiana de minerais?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;<\/strong>&nbsp;Muito pouco. O efeito da crise se deu principalmente nas exporta\u00e7\u00f5es, especialmente de rochas ornamentais. Embora a pauta de exporta\u00e7\u00f5es baianas seja diversificada, por seu valor, o ouro, com 65%, e outros metais preciosos, com 24%, acabam por ser respons\u00e1vel pela maior parte do valor exportado.<br><strong>&nbsp;<br>Que outras mudan\u00e7as no mercado mundial nos \u00faltimos anos repercutiram na produ\u00e7\u00e3o baiana de minerais?<br>&nbsp;<br>James Silva Santos Correia &#8211;&nbsp;<\/strong>A despeito da crise econ\u00f4mica mundial, a forte demanda global por bens minerais impulsionou a\u00e7\u00f5es empreendedoras objetivando descobertas de novas jazidas, observando-se um significativo aumento no fluxo de investimentos mundiais destinados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o mineral no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante registrar que nesse novo ciclo de demandas pelos metais destaca-se a performance do Brasil no com\u00e9rcio exterior de min\u00e9rio de ferro, cujas exporta\u00e7\u00f5es totalizaram US$28 bilh\u00f5es, em 2010. A China ocupou o primeiro lugar na lista de compradores dessa commodity (43%), sendo seguida pelo Jap\u00e3o (12%), Alemanha (7%) e Cor\u00e9ia do Sul (4%). Houve uma recupera\u00e7\u00e3o gradativa na demanda das principais commodities minerais, cujos pre\u00e7os foram amplamente influenciados pela rela\u00e7\u00e3o entre euro e d\u00f3lar e especialmente pela confian\u00e7a dos investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Salientando que a confian\u00e7a dos investidores, que \u00e9 um forte indicador da recupera\u00e7\u00e3o das commodities no mercado, foi positiva em 2010, registrando um aumento significativo nos investimentos em expans\u00f5es e em novos projetos de minera\u00e7\u00e3o. Em conson\u00e2ncia com esse cen\u00e1rio internacional e tend\u00eancias apresentadas pelo setor mineral nacional, o Estado da Bahia apresentou em 2010 um bom resultado na sua produ\u00e7\u00e3o mineral que foi de R$ 1,7 bilh\u00e3o (excluindo petr\u00f3leo e g\u00e1s), a exemplo do in\u00edcio da explorac\u00e3o de n\u00edquel e bentonita, al\u00e9m da retomada da extra\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de rochas ornamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos h\u00e1 uma grande expectativa de aumento na PMBC em conseq\u00fc\u00eancia da amplia\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o de ouro e in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o de jazidas de ferro, van\u00e1dio, gipsita e outros minerais. Essa expectativa respalda-se na exist\u00eancia de oito projetos de minera\u00e7\u00e3o em est\u00e1gio de implanta\u00e7\u00e3o e que totalizam investimentos da ordem de R$ 11,6 bilh\u00f5es.&nbsp;<br>&nbsp;<br><strong>Fonte: Jornal A Tarde<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>James Silva Santos Correia, 52 anos, assumiu o cargo em agosto de 2009 e levou para a Secretaria de Industria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o uma vasta experi\u00eancia e um curr\u00edculo de peso. Foi gerente de opera\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o metropolitana de Salvador da COELBA, por 10 anos. 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