{"id":1858,"date":"2011-06-13T10:21:58","date_gmt":"2011-06-13T13:21:58","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1858"},"modified":"2020-10-15T04:47:38","modified_gmt":"2020-10-15T07:47:38","slug":"bahia-vira-novo-polo-de-mineracao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1858","title":{"rendered":"Bahia vira novo polo de minera\u00e7\u00e3o do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ferro, n\u00edquel, ouro, bauxita, at\u00e9 o rar\u00edssimo t\u00e1lio, hoje explorado comercialmente em apenas dois pontos do mundo (China e Casaquist\u00e3o), entre outros 30 minerais, fazem da Bahia o local mais procurado do Pa\u00eds pelas mineradoras. Os investimentos j\u00e1 assegurados em novas minas para os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos chegam a R$ 10 bilh\u00f5es, mas podem alcan\u00e7ar o dobro, com a conclus\u00e3o de estudos de viabilidade que est\u00e3o sendo realizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos (2007-2010), o n\u00famero de requerimentos de \u00e1rea para pesquisa mineral no Estado, feitos ao Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM), chegaram a 14,5 mil, desbancando Minas Gerais, com 13,2 mil. No mesmo per\u00edodo, a produ\u00e7\u00e3o mineral comercializada pela Bahia dobrou, passando de R$ 850 milh\u00f5es para R$ 1,7 bilh\u00e3o por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 o melhor momento da hist\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o do Estado&#8221;, diz o diretor t\u00e9cnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena Neto, h\u00e1 36 anos na estatal. &#8220;Temos o maior potencial em termos de novas minas no Pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma conjun\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de fatores levou a Bahia ao forte desenvolvimento da atividade de minera\u00e7\u00e3o. A alta dos pre\u00e7os das commodities, impulsionada pela demanda da China, fizeram com que reservas conhecidas, mas antes desprezadas por conter concentra\u00e7\u00f5es menores de min\u00e9rios, voltassem a ser comercialmente atrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O esfor\u00e7o do Estado para mapear geologicamente seu solo tamb\u00e9m contribui. &#8220;Temos praticamente toda a Bahia j\u00e1 mapeada, por meio de estudos aerogeof\u00edsicos&#8221;, afirma o secret\u00e1rio estadual de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Minera\u00e7\u00e3o, James Correia. A CBPM gasta R$ 6 milh\u00f5es por ano para estudar potenciais reservas minerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investimentos previstos fazem a Bahia, que ocupa a quinta coloca\u00e7\u00e3o no ranking da produ\u00e7\u00e3o mineral do Pa\u00eds, almejar o terceiro lugar, atr\u00e1s de Minas Gerais e do Par\u00e1. &#8220;Temos a ideia de chegar a essa posi\u00e7\u00e3o em, no m\u00e1ximo, dez anos&#8221;, diz Correia. &#8220;No cen\u00e1rio nacional, a grande novidade na minera\u00e7\u00e3o \u00e9 a Bahia.&#8221;<br><br>Investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin), respons\u00e1vel pelo maior investimento individual j\u00e1 confirmado no Estado (US$ 2,3 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos), prepara-se para extrair min\u00e9rio de ferro da regi\u00e3o conhecida como Pedra de Ferro, do munic\u00edpio de Caetit\u00e9, a 757 quil\u00f4metros de Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>O potencial da \u00e1rea j\u00e1 \u00e9 conhecido h\u00e1 anos, mas o reduzido teor de min\u00e9rio n\u00e3o justificava o investimento. A regi\u00e3o ficou esquecida at\u00e9 que o ge\u00f3logo baiano Jo\u00e3o Carlos Cavalcanti fez novos estudos na \u00e1rea em 2004. Com uma cota\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio mais atrativa, suas an\u00e1lises chamaram a aten\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, a mina foi assumida pela Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), empresa com sede em Londres e origem no Cazaquist\u00e3o, controladora da Bamin. As primeiras an\u00e1lises apontaram um potencial produtivo de 398 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro, mas j\u00e1 h\u00e1 ind\u00edcios de que pode ser 50% maior. A estimativa inicial do Projeto Pedra de Ferro \u00e9 produzir 19,5 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras civis da mina, por\u00e9m, ainda n\u00e3o come\u00e7aram. Segundo o vice-presidente executivo da Bamin, Cl\u00f3vis Torres, s\u00f3 ser\u00e3o iniciadas depois que come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o do controverso Porto Sul, nos arredores de Ilh\u00e9us. &#8220;A garantia de escoamento da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental&#8221;, diz. A previs\u00e3o \u00e9 que o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es ocorra em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o maior investimento em minera\u00e7\u00e3o no Estado ainda est\u00e1 na fase de projeto, o segundo maior, de US$ 800 milh\u00f5es, feito pela Mirabela Minera\u00e7\u00e3o do Brasil, subsidi\u00e1ria do grupo australiano Mirabela Nickel, j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa opera, desde 2009, em Itagib\u00e1, a 370 quil\u00f4metros da capital, a Mina Santa Rita, a segunda maior de n\u00edquel a c\u00e9u aberto do mundo. A Mirabela anunciou recentemente que as reservas s\u00e3o maiores do que as estimadas, devendo chegar a 159 milh\u00f5es de toneladas (570 mil toneladas de n\u00edquel contido).<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta aumentou a vida \u00fatil da mina em quatro anos, de 19 para 23. Toda a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 2014 j\u00e1 est\u00e1 vendida, metade para o mercado nacional (Votorantim Metais), metade para a finlandesa Norislk Nickel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por processo semelhante de arrendamento, a canadense Yamana Gold vai explorar sua primeira mina de ouro a c\u00e9u aberto no Estado, no munic\u00edpio de Santa Luz, no centro-norte baiano. A empresa j\u00e1 opera duas minas em Jacobina e Barrocas, na mesma regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da mina, que tem previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de 100 mil on\u00e7as anuais de ouro, come\u00e7ou em 2009 e a explora\u00e7\u00e3o deve ser iniciada no ano que vem. O investimento \u00e9 estimado em US$ 70 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ferro, n\u00edquel, ouro, bauxita, at\u00e9 o rar\u00edssimo t\u00e1lio, hoje explorado comercialmente em apenas dois pontos do mundo (China e Casaquist\u00e3o), entre outros 30 minerais, fazem da Bahia o local mais procurado do Pa\u00eds pelas mineradoras. 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