{"id":1854,"date":"2011-06-13T10:13:39","date_gmt":"2011-06-13T13:13:39","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1854"},"modified":"2020-10-15T04:48:46","modified_gmt":"2020-10-15T07:48:46","slug":"ouro-impulsiona-investimentos-no-rio-grande-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1854","title":{"rendered":"Ouro impulsiona investimentos no Rio Grande do Norte"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com a reativa\u00e7\u00e3o da Mina&nbsp; S\u00e3o Francisco, a 26 km de Currais Novos, a produ\u00e7\u00e3o de ouro no Rio Grande do Norte saltar\u00e1 de 47,65 gramas, valor registrado pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral em 2009, para 3 toneladas a partir de 2013, quando a mina come\u00e7a a operar. O volume ser\u00e1 62.000 vezes maior que o atual e poder\u00e1 crescer ainda mais, considerando a entrada em opera\u00e7\u00e3o de outros projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses projetos&nbsp; \u00e9 o da Mina Bomfim, em Lajes, que entrar\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos quatro meses, produzindo scheelita e ouro. De acordo com o engenheiro de minas Pedro Paulo Batista, diretor da mina, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar a quantidade de ouro produzida, uma vez que o foco da empresa \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de scheelita. O volume, no entanto, ajudar\u00e1 a incrementar a produ\u00e7\u00e3o do estado que hoje parece&nbsp; microsc\u00f3pica em compara\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, de quando datam os estudos mais recentes sobre o setor, o Brasil atingiu 56,4 toneladas. No RN, a cifra ainda est\u00e1 na casa dos gramas. Apesar disso, a perspectiva de crescimento da produ\u00e7\u00e3o potiguar&nbsp; j\u00e1 movimenta a economia local.<\/p>\n\n\n\n<p>Investimento<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 o grupo australiano Crusader, que comprou a Mina S\u00e3o Francisco, dever\u00e1 investir R$100 milh\u00f5es no RN. Em nove meses, o grupo j\u00e1 investiu R$4 milh\u00f5es. Atualmente, a empresa trabalha no plano de engenharia da mina, que dir\u00e1 como explorar o ouro e por onde come\u00e7ar. O objetivo \u00e9 produzir 3 toneladas de ouro por ano. Os investidores identificaram uma reserva de 24 toneladas na \u00e1rea, com base nos estudos realizados at\u00e9 o momento. A jazida ser\u00e1 explorada durante dez anos. Novas pesquisas identificaram uma poss\u00edvel nova jazida,&nbsp; indicando que pode existir ouro numa \u00e1rea ainda n\u00e3o pesquisada pelo grupo. O ouro ser\u00e1 vendido para os bancos.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Crusader tem outras \u00e1reas de interesse dentro do RN. &#8220;Nos \u00faltimos quatro meses, requerimos ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral entre 40 e 50 novas \u00e1reas no Rio Grande do Norte, somando 100 mil hectares. N\u00e3o temos resultados ainda, mas temos boas perspectivas&#8221;, afirma Robert Smakman, diretor do grupo no Brasil. O interesse, segundo ele, \u00e9 um s\u00f3: explorar ouro. Para Robert, a atividade ganhar\u00e1 novo impulso. &#8220;E n\u00f3s queremos ser os primeiros da fila&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa goiana Minera\u00e7\u00e3o Nosso Senhor do Bomfim, que comprou a mina Bomfim, em Lajes, tamb\u00e9m est\u00e1 procurando novas oportunidades no RN. At\u00e9 o momento, a empresa j\u00e1 investiu US$20 milh\u00f5es no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Hyundai Corporation, companhia coreana que atua em diversos setores econ\u00f4micos \u00e9 outra que est\u00e1 atenta a oportunidades. A empresa anunciou, em maio, que estava interessada em requerer \u00e1reas e explorar ouro, entre outros minerais, no RN.&nbsp; Em Currais Novos, grupos de investidores italianos e indianos se instalaram recentemente. Segundo Jos\u00e9 Ferreira de Lima, secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e de Turismo do munic\u00edpio, eles estariam interessados em investir na Minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No RN, explora-se ouro desde a d\u00e9cada de 20, mas de forma rudimentar. A chegada de grupos estrangeiros pode dinamizar o setor. Segundo Carlos Magno Cortez, superintendente do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral no estado, empresas brasileiras n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de investir em atividades arriscadas como a Minera\u00e7\u00e3o. &#8220;No Brasil, as empresas s\u00f3 investem quando tem a certeza do retorno financeiro. E a Minera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atividade arriscada. Voc\u00ea pode investir R$1 milh\u00e3o em pesquisa e descobrir que n\u00e3o h\u00e1 ouro. Voc\u00ea pode passar a vida investindo numa \u00e1rea para s\u00f3 ent\u00e3o descobrir que n\u00e3o havia reserva nenhuma&#8221;, justifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9 a pr\u00f3pria Mina S\u00e3o Francisco, vendida e abandonada v\u00e1rias vezes. A extra\u00e7\u00e3o de ouro no local, ora realizada pelas minas ora realizada pelos garimpeiros, deixou uma marca profunda na propriedade: um vale de 25 metros de profundidade, 80 metros de extens\u00e3o e 50 metros de largura. \u00c9 l\u00e1 que a empresa australiana construir\u00e1 a nova mina.<\/p>\n\n\n\n<p>Reativa\u00e7\u00e3o de minas move economia<\/p>\n\n\n\n<p>A reativa\u00e7\u00e3o das duas minas de ouro no Rio Grande do Norte j\u00e1 movimenta a economia local. A Mina Bom Fim, administrada pela empresa goiana Mineradora Nosso Senhor do Bom Fim, dever\u00e1 contratar 350 pessoas na regi\u00e3o &#8211; 120 j\u00e1 foram contratadas. Enquanto isso, a Mina S\u00e3o Francisco, administrada pelo grupo australiano Crusader, dever\u00e1 contratar 450. Deste total, 50 j\u00e1 assinaram a carteira de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de contratar m\u00e3o de obra local, as duas empresas compram o que precisam nos munic\u00edpios onde se instalam. S\u00f3 as sondas utilizadas pelo grupo Crusader consomem mil litros de diesel por m\u00eas, rendendo aos postos de combust\u00edvel locais,&nbsp; R$ 230 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reativa\u00e7\u00e3o de minas como a S\u00e3o Francisco, na estrada de Currais Novos, o Rio Grande do Norte, segundo Carlos Magno Cortez, superintendente do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral\/RN (DNPM), ganha em arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A cada R$1,00 gasto com produ\u00e7\u00e3o mineral, R$0,35 vai para o estado, atrav\u00e9s dos impostos. Se uma empresa gasta R$100 milh\u00f5es no RN, cerca de R$35 milh\u00f5es vai direto para o governo&#8221;. Carlos Magno esclarece que a cada emprego direto gerado na Minera\u00e7\u00e3o, 13 indiretos s\u00e3o gerados em v\u00e1rias atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jos\u00e9 Ferreira, secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e de Turismo do munic\u00edpio de Currais Novos, a reativa\u00e7\u00e3o das minas de ouromove a economia como um todo e beneficia n\u00e3o s\u00f3 Currais Novos, mas toda a regi\u00e3o.<br><br>Ocorr\u00eancias s\u00e3o registradas em pelo menos 10 munic\u00edpios<br><br>Segundo o ge\u00f3logo Otac\u00edlio Oziel de Carvalho, professor do IFRN, o RN tem, pelo menos, 10 munic\u00edpios com alguma ocorr\u00eancia conhecida de ouro. &#8220;Entretanto, apenas Currais Novos e Lajes j\u00e1 produziram ouro em escala industrial&#8221;, esclarece. Segundo dados do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral verificados no dia 09 de junho deste ano,&nbsp;&nbsp; existem 2.605 processos ativos registrados no Rio Grande do Norte. Deste total, 302 s\u00e3o para pesquisa de min\u00e9rio de ouro e de ouro. A quantidade de processos ativos, segundo Otac\u00edlio Carvalho, comprova que o ouro \u00e9 um dos bens minerais mais pesquisados no RN, junto com ferro e calc\u00e1rio. O pre\u00e7o da grama de ouro, por sua vez, justifica o interesse dos grupos nacionais e estrangeiros. No dia 06 de junho, o min\u00e9rio atingiu a cota\u00e7\u00e3o de US$ 1.552,60\/on\u00e7a troy (31,1g)&nbsp; -R$ 79,08\/grama.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com ocorr\u00eancia conhecida em pelo menos 10 munic\u00edpios potiguares, \u00e9 em Currais Novos e Lajes que a atividade se desenvolveu. Em Lajes, a Minera\u00e7\u00e3o&nbsp; Nosso Senhor do Bonfim j\u00e1 iniciou a produ\u00e7\u00e3o de ouro associado a schelita, molibd\u00eanio e bismuto de forma experimental. Segundo o engenheiro de minas Pedro Paulo Batista, diretor da mina, ela dever\u00e1 entrar em opera\u00e7\u00e3o em quatro meses. Enquanto isso, o grupo Crusader avan\u00e7a com as pesquisas na Mina S\u00e3o Francisco. A expectativa \u00e9 que a mina comece a operar no in\u00edcio de 2013, elevando a produ\u00e7\u00e3o potiguar de gramas para toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Participa\u00e7\u00e3o de garimpos encolhe<\/p>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o de ouro teve seu apogeu no per\u00edodo colonial, quando o Brasil se tornou o maior produtor de ouro do mundo. Logo em seguida, a atividade entrou em decl\u00ednio, sendo retomada apenas na d\u00e9cada de 70. Na \u00e9poca, os garimpos empregavam mais de um milh\u00e3o de pessoas e respondiam por 80% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Hoje, a propor\u00e7\u00e3o se inverteu e os garimpos, que exploram o min\u00e9rio de forma artesanal, n\u00e3o respondem nem por 20% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1988, a produ\u00e7\u00e3o de ouro no Brasil atingiu o pico de 112,6 toneladas. Em seguida, a atividade entrou em decl\u00ednio novamente, atingindo o menor patamar em 2003, quando o Brasil produziu 40,4 toneladas. Nos \u00faltimos 11 anos, a produ\u00e7\u00e3o tem aumentado, mas de forma lenta. Em 2009, dado mais recente apresentado pelo DNPM, o Pa\u00eds produziu 56,4 toneladas de ouro. A expectativa \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o chegue a 83,7 toneladas em 2030, segundo proje\u00e7\u00f5es do DNPM. Para atingir este patamar, ser\u00e1 necess\u00e1rio investir cerca de US$ 2,1 bilh\u00f5es na atividade. O n\u00famero de empregos gerados deve subir de quase dez mil para 15 mil trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a 30\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Sum\u00e1rio Mineral, estudo mais recente disponibilizado pelo DNPM, as reservas lavr\u00e1veis de ouro no Brasil est\u00e3o concentradas nos estados de Minas Gerais (48,8%), Par\u00e1 (36,9%), Goi\u00e1s (6%), Mato Grosso (4,6%) e Bahia (3,7%). Juntos, os cinco estados respondem por 90% da produ\u00e7\u00e3o nacional. No mundo, as reserva de ouro superam 90 mil toneladas. No Brasil, chegam a 1,95 mil toneladas, incluindo as reservas de ouro associado ao cobre. As reservas lavr\u00e1veis de ouro no Brasil, segundo o DNPM, t\u00eam se mantido relativamente est\u00e1veis desde 2002, quando somavam 1,93 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/novo.tribunadonorte.com.br\/noticia\/ouro-impulsiona-investimentos-no-rio-grande-do-norte\/184998\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">novo.tribunadonorte.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a reativa\u00e7\u00e3o da Mina&nbsp; S\u00e3o Francisco, a 26 km de Currais Novos, a produ\u00e7\u00e3o de ouro no Rio Grande do Norte saltar\u00e1 de 47,65 gramas, valor registrado pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral em 2009, para 3 toneladas a partir de 2013, quando a mina come\u00e7a a operar. 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