{"id":1722,"date":"2011-01-31T14:27:39","date_gmt":"2011-01-31T16:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1722"},"modified":"2020-10-20T23:51:58","modified_gmt":"2020-10-21T02:51:58","slug":"paraiba-rica-em-minerios-pobre-em-estrategia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1722","title":{"rendered":"Para\u00edba: rica em min\u00e9rios, pobre em estrat\u00e9gia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Sem agregar valor aos min\u00e9rios, a Para\u00edba continua explorando uma das principais riquezas naturais de forma rudimentar e vendendo a mat\u00e9ria-prima sem qualquer beneficiamento. Um dos reflexos diretos da falta de gera\u00e7\u00e3o de riqueza nos munic\u00edpios da regi\u00e3o do Serid\u00f3, onde h\u00e1 maior abund\u00e2ncia de min\u00e9rio explorado, s\u00e3o os valores do PIB per capita. Cidades como V\u00e1rzea (R$ 4.426), Junco do Serid\u00f3 (R$ 3.326) e Pedra&nbsp; Lavrada (R$ 3.814) possuem PIB per capita ainda muito abaixo da m\u00e9dia do Estado (R$ 6.866), que por sinal n\u00e3o \u00e9 refer\u00eancia, por ser o quarto mais baixo entre 27 unidades de federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios somou quase US$ 8 milh\u00f5es no ano passado, alta de 52% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (US$ 4,3 milh\u00f5es) \u00e9 outro exemplo pr\u00e1tico do quanto o Estado perde divisas. Exportamos, anualmente, milhares de toneladas de ilmenita, granito, areias de zirc\u00f4nio, quartzo, quartzitos, bentonita e mica de forma bruta e sem beneficiamento local e possibilitar agregar valor na cadeia produtiva. Exemplos n\u00e3o faltam para ilustrar perdas, principalmente para a pequena minera\u00e7\u00e3o que continua fazendo extra\u00e7\u00e3o de forma manual e n\u00e3o mec\u00e2nica, o que eleva, inclusive, os riscos. No ano passado, cinco pessoas morreram na explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio na regi\u00e3o do Serid\u00f3.<br><br>Os valores irris\u00f3rios pagos pelos atravessadores aos garimpeiros mostram a dimens\u00e3o de perdas. O metro quadrado do mosaico do quartzito que \u00e9 vendido na pedra bruta a R$ 5 passaria para R$ 130 com a compra de uma trituradora, o que representa uma aumento exponencial de 2.500%. O equipamento custa R$ 150 mil, mas as pequenas cooperativas&nbsp; no Serid\u00f3 n\u00e3o possuem capital para o investimento. A aquisi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de um simples moinho com capacidade de quatro toneladas elevaria em mais de 250% o faturamento dos trabalhadores na venda do feldspato, min\u00e9rio utilizado na ind\u00fastria cer\u00e2mica. A tonelada que \u00e9 vendida em forma bruta por R$ 40 poderia sair por R$ 140 com a compra do equipamento. A l\u00f3gica de perda de dinheiro serve para os demais min\u00e9rios abundantes na regi\u00e3o do Serid\u00f3 como caulim, quartzo, mica, tantalita\/columbita, estanho, l\u00edtio, ber\u00edlio, quartzito e as gemas. Na pr\u00e1tica, na meso-regi\u00e3o do Serid\u00f3, h\u00e1 mais garimpagem e pouca minera\u00e7\u00e3o por aus\u00eancia equipamentos.<br><br>\u201cO min\u00e9rio \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o natural da Para\u00edba, mas ainda n\u00e3o foi transformada em potencial econ\u00f4mico na mesma propor\u00e7\u00e3o, simplesmente por falta de prioridade dos governos que n\u00e3o vestiram a camisa do setor. H\u00e1 68 anos exploramos min\u00e9rio no Estado, mas pouco constru\u00edmos dentro do seu potencial. Acredito profundamente&nbsp; na sa\u00edda pela pequena minera\u00e7\u00e3o para gerar trabalho, renda e riqueza nos munic\u00edpios\u201d, avalia o pesquisador e professor do curso de Engenharia de Minas da UFCG, Ant\u00f4nio Pedro Ferreira, que integra o projeto de Arranjo Produtivo Mineral (APL Mineral), no Serid\u00f3, que pode mudar a cara da pequena minera\u00e7\u00e3o do Estado.<br><br>Um dos avan\u00e7os do setor nos \u00faltimos anos foi a forma\u00e7\u00e3o de cinco cooperativas no Serid\u00f3 e a legaliza\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas. Por\u00e9m, o desafio das entidades como Sebrae e a UFCG vai al\u00e9m da burocracia pela legaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas exploradas, pois os mais de 300 trabalhadores cooperados continuam com os aparelhos manuais.<br><br>Apesar de encerrarmos a primeira d\u00e9cada no s\u00e9culo 21, o n\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o de garimpagem no Serid\u00f3 continua no s\u00e9culo 19 porque os recursos dos conv\u00eanios para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos,&nbsp; servi\u00e7os de limpeza das frentes de lavra e de qualifica\u00e7\u00e3o da pequena minera\u00e7\u00e3o na mesorregi\u00e3o do Serid\u00f3 Paraibano nunca foram liberados. H\u00e1 recursos, por exemplo, prometidos \u00e0s cooperativas sob conv\u00eanio no Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional desde 2009 (R$ 716 mil), no Fundo de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza (Funcep) do Governo do Estado (R$ 980 mil) e na Sudene (R$ 160 mil) que somados, n\u00e3o chegam a R$ 2 milh\u00f5es, mas fariam grande diferen\u00e7a na extra\u00e7\u00e3o e no pre\u00e7o final.<br><br>Nem a fama e valoriza\u00e7\u00e3o no mercado internacional que a turmalina Para\u00edba adquiriu nas \u00faltimas d\u00e9cadas como pedra preciosa mais cara que diamante foi capaz de despertar os governantes para transformar a voca\u00e7\u00e3o natural dos min\u00e9rios em riqueza econ\u00f4mica para o Estado. A renda e O PIB (Produto Interno Bruto) continua inexpressivo dos munic\u00edpios do Serid\u00f3 diante do potencial econ\u00f4mico que pode agregar valor e gerar emprego e renda.<br><br>Para as entidades e pesquisadores, os min\u00e9rios, farto em pelo menos 17 munic\u00edpios da meso regi\u00e3o do Serid\u00f3, s\u00e3o uma das poucas mat\u00e9rias-primas que a Para\u00edba n\u00e3o precisaria importar para criar uma cadeia produtiva incluindo desde a extra\u00e7\u00e3o mineral, passando pela lapida\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o no segmento de joias e bijuterias agregando valor com apoio dos cursos da UFCG de design, at\u00e9 chegar \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, o que poderia alavancar a economia dos munic\u00edpios inseridos numa das regi\u00f5es mais pobres do Estado: a mesorregi\u00e3o do Serid\u00f3.<br><br>Menos cobi\u00e7adas na regi\u00e3o do Serid\u00f3, as chamadas pedras semi-preciosas&nbsp; podem agregar valor quando usadas na fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de bijouterias como colares, pulseiras e an\u00e9is. \u201cTemos abund\u00e2ncia de quartzito, \u00e1gua marinha, citrilos e \u00f4nix e a ideia do projeto \u00e9 selecionar cerca de 70 jovens de Santa Luzia e Junco do Serid\u00f3 com perfil empreendedor para fazer um curso completo de lapida\u00e7\u00e3o, acabamento e designer para elevar o valor dos produtos na regi\u00e3o\u201d, revela o gestor de APL Mineral do Sebrae, Marcos Magalh\u00e3es, acrescentando que o projeto j\u00e1 foi aprovado pela Sudene e aguarda apenas a libera\u00e7\u00e3o do recurso.<br><br>Segundo IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais preciosos), o processo de lapida\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o pode agregar de 50 a 100 vezes o valor da pedra.<br><br>Segundo Marcos Magalh\u00e3es, pulseiras bem trabalhada de quartzito podem render valores bem elevados. \u201cAlguns joalherias est\u00e3o vendendo colares com pedras semi-preciosas que chegam custam at\u00e9 R$ 2.600. Acredito que esse projeto poder\u00e1&nbsp; fazer diferen\u00e7a com esses jovens\u201d, comenta.<br><br><a href=\"http:\/\/www.vitrinedocariri.com.br\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=38188&amp;Itemid=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LEIA A MAT\u00c9RIA COMPLETA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.vitrinedocariri.com.br\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=38188&amp;Itemid=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vitrine do Cariri<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem agregar valor aos min\u00e9rios, a Para\u00edba continua explorando uma das principais riquezas naturais de forma rudimentar e vendendo a mat\u00e9ria-prima sem qualquer beneficiamento. Um dos reflexos diretos da falta de gera\u00e7\u00e3o de riqueza nos munic\u00edpios da regi\u00e3o do Serid\u00f3, onde h\u00e1 maior abund\u00e2ncia de min\u00e9rio explorado, s\u00e3o os valores do PIB per capita. 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