{"id":1694,"date":"2010-12-14T11:46:28","date_gmt":"2010-12-14T13:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1694"},"modified":"2020-10-21T00:03:31","modified_gmt":"2020-10-21T03:03:31","slug":"em-busca-de-tesouros-minerais-no-fundo-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1694","title":{"rendered":"Em busca de tesouros minerais no fundo do mar"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A riqueza mineral escondida sob \u00e1guas brasileiras vem despertando interesse de empresas de diferentes setores, da minera\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, dispostas a encontrar no fundo do mar &#8220;tesouros&#8221; que sustentem seus neg\u00f3cios no longo prazo. Nos \u00faltimos dois anos, o n\u00famero de pedidos de pesquisa mineral no oceano deu um salto no pa\u00eds. Entre o in\u00edcio de 2009 e setembro de 2010, foram 637, segundo o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), \u00f3rg\u00e3o que outorga as solicita\u00e7\u00f5es. No bi\u00eanio 2007-2008, apenas 56.<\/p>\n\n\n\n<p>As buscas se estendem ao longo de toda a plataforma continental jur\u00eddica brasileira, uma \u00e1rea de 4,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados chamada por estudiosos de Amaz\u00f4nia Azul, devido \u00e0 sua biodiversidade. E o alvo dos pedidos \u00e9 vasto. Vai de diamante e mat\u00e9rias-primas para fertilizantes &#8211; como sais de pot\u00e1ssio e fosfato &#8211; a areia e cascalho, para uso em obras ou reposi\u00e7\u00e3o de praias.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vale \u00e9 uma das que est\u00e3o apostando nessa nova fronteira explorat\u00f3ria. Ano passado, ela obteve autoriza\u00e7\u00e3o para pesquisar fosfato no litoral do Rio Grande do Norte. Procurada pelo GLOBO, preferiu n\u00e3o comentar as raz\u00f5es que a motivaram a fazer os pedidos. Hoje, a empresa tem explora\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de fosfato e pot\u00e1ssio no Brasil apenas em terra, nos estados de Goi\u00e1s, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Sergipe. O pa\u00eds \u00e9 deficit\u00e1rio no setor de fertilizantes, importando mais de US$3 bilh\u00f5es por ano para a agricultura nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Carbonato de c\u00e1lcio no litoral do Esp\u00edrito Santo<\/p>\n\n\n\n<p>Outra empresa que se empenha em vasculhar terras submarinas \u00e9 a TWB, com sede no Guaruj\u00e1 (SP). O grupo iniciou as pesquisas em 2007, no intuito de encontrar fosfato no litoral do Esp\u00edrito Santo, mas acabou topando com carbonato de c\u00e1lcio, usado para corrigir a acidez do solo em planta\u00e7\u00f5es. Os estudos est\u00e3o em fase avan\u00e7ada. De acordo com o vice-presidente da TWB, Walter Boschini, a empresa procura clientes de grande porte para viabilizar a atividade economicamente e pedir o aval do DNPM para a lavra:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Essa subst\u00e2ncia n\u00e3o substitui os fertilizantes, mas potencializa suas a\u00e7\u00f5es. J\u00e1 fizemos estudos com planta\u00e7\u00f5es de cana e obtivemos ganhos de produtividade. Tamb\u00e9m temos experimentos com manga e uva.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa da TWB est\u00e1 sendo feita a 300 milhas da costa, o que torna a explora\u00e7\u00e3o do carbonato um desafio tecnol\u00f3gico. Boschini lembra, no entanto, que a empresa nasceu no ramo de constru\u00e7\u00e3o e transporte naval, o que facilitar\u00e1 o desenvolvimento da log\u00edstica necess\u00e1ria \u00e0 explora\u00e7\u00e3o em alto-mar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Nossa grande motiva\u00e7\u00e3o para a pesquisa foi justamente a busca de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A demanda pela pesquisa mineral marinha tem sido t\u00e3o grande que o DNPM j\u00e1 avalia baixar normas espec\u00edficas. Hoje, a pesquisa mineral em terra tem prazo de tr\u00eas anos, sem limite para renova\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es de tamanho de \u00e1rea por pedido. No caso da areia, por exemplo, \u00e9 de 50 hectares. O problema \u00e9 que, na imensid\u00e3o do mar, isso \u00e9 quase nada. A ideia do DNPM \u00e9 que esse limite seja ampliado para dez mil hectares no oceano. Um grupo de trabalho j\u00e1 estuda a quest\u00e3o, paralelamente \u00e0s discuss\u00f5es do novo marco regulat\u00f3rio do setor mineral.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A possibilidade de encontrar bens minerais na plataforma continental \u00e9 uma nova realidade que se revela pelo potencial geol\u00f3gico dessa nova fronteira mineral, que no futuro ser\u00e1 nossa Amaz\u00f4nia Azul &#8211; diz Miguel Nery, diretor geral do DNPM.<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m faz &#8220;ca\u00e7a ao tesouro&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas do setor de constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m t\u00eam se aventurado na &#8220;ca\u00e7a ao tesouro&#8221;. Odebrecht e Votorantim Cimentos fizeram requerimentos para explora\u00e7\u00e3o de areia no litoral do Rio e do Cear\u00e1, respectivamente. A Odebrecht pretende usar a areia para reposi\u00e7\u00e3o na praia de Sepetiba e disse que o pedido junto ao DNPM tamb\u00e9m faz parte do processo de autoriza\u00e7\u00e3o para obras de dragagem. A Votorantim n\u00e3o retornou as liga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A LLX, empresa de log\u00edstica do grupo controlado por Eike Batista, tamb\u00e9m solicitou permiss\u00e3o para explorar ilmenita (tipo de min\u00e9rio usado em pinturas e constru\u00e7\u00e3o) nas \u00e1guas que beiram o munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no Norte Fluminense. Segundo a empresa, o objetivo \u00e9 us\u00e1-la nas obras do Porto do A\u00e7u, caso necess\u00e1rio. A companhia frisa, no entanto, que at\u00e9 agora n\u00e3o iniciou a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios tecnol\u00f3gicos, o elevado custo e as d\u00favidas quanto a seu impacto ambiental fazem com que o Brasil ainda engatinhe nessa atividade. Apesar do salto nas solicita\u00e7\u00f5es de pesquisa, o DNPM s\u00f3 deu uma \u00fanica autoriza\u00e7\u00e3o de lavra, para a empresa Fertimar Minera\u00e7\u00e3o, que explora calc\u00e1rio no litoral do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros pa\u00edses, a nova fronteira explorat\u00f3ria est\u00e1 mais desenvolvida, como na Fran\u00e7a, onde o calc\u00e1rio marinho \u00e9 bastante consumido. E Papua-Nova Guin\u00e9, no Pac\u00edfico, est\u00e1 prestes a autorizar a explora\u00e7\u00e3o de jazidas de ouro e cobre a 1.600 metros de profundidade pela canadense Nautilus. A China tamb\u00e9m pediu em junho \u00e0 Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos (AIFM), da ONU, permiss\u00e3o para explorar uma \u00e1rea no Sudoeste do Oceano \u00cdndico e a Espanha busca mangan\u00eas no Golfo de C\u00e1diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A riqueza mineral escondida sob \u00e1guas brasileiras vem despertando interesse de empresas de diferentes setores, da minera\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, dispostas a encontrar no fundo do mar &#8220;tesouros&#8221; que sustentem seus neg\u00f3cios no longo prazo. Nos \u00faltimos dois anos, o n\u00famero de pedidos de pesquisa mineral no oceano deu um salto no pa\u00eds. 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