{"id":1201,"date":"2008-07-24T17:01:21","date_gmt":"2008-07-24T20:01:21","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1201"},"modified":"2020-10-21T03:04:35","modified_gmt":"2020-10-21T06:04:35","slug":"superintendente-de-minas-fala-sobre-novos-passos-de-mato-grosso-nesse-setor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1201","title":{"rendered":"Superintendente de Minas fala sobre novos passos de Mato Grosso nesse setor"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Superintendente de Minas, da Secretaria de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio, Minas e Energia (Sicme), Joaquim Jurandir Pratt Moreno fala sobre a situa\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o em Mato Grosso. Ele conta que o Estado deu passos importantes nos \u00faltimos anos neste setor e fala dos projetos que devem ser conclu\u00eddos nos pr\u00f3ximos meses.<br><br>A quantas anda o setor de minera\u00e7\u00e3o em Mato Grosso?<br><br>Conclu\u00edmos em 2004 uma infra-estrutura geol\u00f3gica que j\u00e1 era reivindica\u00e7\u00e3o de mais de 25 anos da classe dos ge\u00f3logos e mineradores. A partir da\u00ed, come\u00e7amos outro trabalho com uma escala maior que chamamos de projeto Noroeste e Nordeste de Mato Grosso. Ao todo foram investidos aproximadamente R$ 24,5 milh\u00f5es, partilhados entre a Sicme e o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM). Os projetos de geologia e recursos minerais foram iniciados em 2003, quando foi firmada uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio, Minas e Energia (Sicme) e o Governo Federal, em parceria com o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM) para Elabora\u00e7\u00e3o do Mapa Geol\u00f3gico e Recursos Minerais do Estado de Mato Grosso, na escala 1:1.000.000.<br><br>A partir desse conv\u00eanio foram firmadas outras parcerias que resultaram na elabora\u00e7\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Geoambiental de Cuiab\u00e1, V\u00e1rzea Grande e Entorno (SIG); Mapeamento Geol\u00f3gico de Tr\u00eas Folhas que inclui os munic\u00edpios de Aripuan\u00e3, Tapai\u00fana e Ju\u00edna, denominado Projeto Noroeste de Mato Grosso. Outro resultado foi o projeto de Geologia e Metalogenia da Prov\u00edncia Aur\u00edfera Juruena\/Teles Pires e o Projeto Rochas Calc\u00e1rias e Fosfatadas para Insumos Agr\u00edcolas do Estado de Mato Grosso.<br><br>O que \u00e9, na pr\u00e1tica, esse levantamento aerogeof\u00edsico?<br><br>\u00c9 um projeto priorit\u00e1rio para o desenvolvimento do setor mineral de Mato Grosso. Com o resultado desse trabalho fica mais f\u00e1cil para o Estado atrair investimentos. Utilizamos tecnologia de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para fazer o levantamento Aerogeof\u00edsico do Estado de Mato Grosso. Ao todo, foram investidos R$ 8,9 milh\u00f5es, sendo R$ 4,4 milh\u00f5es por parte da CPRM e R$ 4,5 milh\u00f5es aplicados pela Sicme. O Levantamento Aerogeof\u00edsico foi realizado em duas etapas, sendo que a primeira apresentou o levantamento da \u00c1rea I, conclu\u00edda em 2007, com 46 mil Km2 (correspondente \u00e0 regi\u00e3o dos munic\u00edpios de Paranatinga, Planalto da Serra, Nova Mutum, Nobres, Ros\u00e1rio Oeste, Chapada dos Guimar\u00e3es) e a segunda que est\u00e1 sendo realizada na \u00c1rea II (regi\u00e3o dos munic\u00edpios de Alto Paraguai, Tangar\u00e1 da Serra, Barra do Bugres, Mirassol d\u00b4Oeste, Porto Esperidi\u00e3o, Jauru, Pontes e Lacerda, Sapezal, Nova Lacerda, entre outros) totalizando 125 mil Km\u00b2.<br><br>Isso \u00e9 um trabalho in\u00e9dito no Mato Grosso?<br><br>Sim. Foi a primeira vez que o Governo do Estado de Mato Grosso faz esse mapeamento em parceria com o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil que \u00e9 respons\u00e1vel constitucionalmente pela cartografia geol\u00f3gica de todo o Brasil.<br><br>E o mapeamento geol\u00f3gico? Quais s\u00e3o os benef\u00edcios deste trabalho?<br><br>\u00c9 importante destacar que o mapeamento geol\u00f3gico \u00e9 o primeiro elo da cadeia produtiva da minera\u00e7\u00e3o. Sem os embasamentos geol\u00f3gico que este mapeamento fornece ficaria muito dif\u00edcil de indicar ambientes prop\u00edcios \u00e0 mineraliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o o levantamento agrogeof\u00edsico que vamos apresentar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo m\u00eas de agosto.<br><br>Quer dizer que estes dois trabalhos, o mapeamento geol\u00f3gico e o levantamento aerogeof\u00edsico formam um diagn\u00f3stico do setor de minera\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, ou seja, um raio x do setor?<br><br>Exatamente. Com estes dois projetos fica mais f\u00e1cil indicar as \u00e1reas favor\u00e1veis a minera\u00e7\u00e3o no Estado. As informa\u00e7\u00f5es dos mapeamentos geol\u00f3gicos s\u00e3o consideradas estrat\u00e9gicas pelos governos Estadual e Federal porque abrangem atividades de campo em escalas diversas &#8211; regional, semi-detalhe e detalhe &#8211; envolvendo equipes multidisciplinares, formadas por ge\u00f3logos, geof\u00edsicos, geoqu\u00edmicos e outros profissionais.<br><br>Como a ind\u00fastria mineral contribui para o fortalecimento da economia?<br><br>Em especial na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. O efeito multiplicador em conhecimentos em levantamentos geol\u00f3gicos \u00e9 significativamente maior na lavra e em industrializa\u00e7\u00e3o dos recursos minerais. Para cada emprego na minera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o gerados 13 empregos no Brasil, quatro anteriores e nove posteriores na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<br><br>O setor de minera\u00e7\u00e3o de Mato Grosso tem como base apenas o ouro e o diamante?<br><br>N\u00e3o. J\u00e1 est\u00e1 comprovado que temos a maior jazida de zinco na regi\u00e3o de Aripuan\u00e3, munic\u00edpio a 1000 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1. Temos tamb\u00e9m uma reserva de n\u00edquel na regi\u00e3o de Comodoro, a 644 quil\u00f4metros da Capital, que j\u00e1 pode ser explorada. \u00c9 importante destacar que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre explora\u00e7\u00e3o e explota\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 uma pesquisa sobre a \u00e1rea. J\u00e1 no caso da explota\u00e7\u00e3o \u00e9 a lavra propriamente dita.<br><br>Quantas empresas j\u00e1 atuam no setor de minera\u00e7\u00e3o em Mato Grosso?<br><br>Atualmente, sete empresas executam projetos de explora\u00e7\u00e3o mineral que somam mais de US$ 1,2 bilh\u00f5es que ser\u00e3o inseridos na economia do estado at\u00e9 2015. Entre os principais grupos investidores est\u00e3o a Yamana, Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba, Anglo American do Brasil e Grupo Votorantin. Vale destacar que pelo menos 13% do territ\u00f3rio mato-grossense foi requerido por empresas nacionais e multinacionais para pesquisa mineral. A gera\u00e7\u00e3o de empregos \u00e9 de aproximadamente 6,7 mil empregos espalhados pelos munic\u00edpios de Chapada dos Guimar\u00e3es, Rio Branco, Comodoro, Aripuan\u00e3, Ju\u00edna, Vila Bela Sant\u00edssima Trindade e Nova Xavantina. Uma das melhores resposta das empresas em rela\u00e7\u00e3o a todos os resultados de levantamento mineral feitos no Estado, pode ser medida na quantidade de hectares requeridos pra explora\u00e7\u00e3o no Estado. No per\u00edodo de 2004 a 2007 mais de 11.450 milh\u00f5es de hectares foram requeridos, n\u00famero quase tr\u00eas vezes maior que a quantidade requerida at\u00e9 o ano de 2003, ou seja, 4,5 milh\u00f5es de hectares, \u00e9poca em que n\u00e3o havia dados de mapeamento geol\u00f3gico disponibilizados pelo Estado.<br><br>O que \u00e9 o projeto Noroeste?<br><br>Este projeto inclui a regi\u00e3o Noroeste de Mato Grosso contemplada com o mapeamento das Folhas Aripuan\u00e3, Tapaiuna e Ju\u00edna, na escala 1:250.000. O projeto iniciado em 2004 mapeou, ao todo, 54 mil Km\u00b2, correspondendo a 18% do territ\u00f3rio estadual, abrangendo os munic\u00edpios de Aripuan\u00e3, Ju\u00edna, Juara, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Juruena, Castanheira e Cotrigua\u00e7u. O mapeamento das referidas folhas, em uma escala mais adequada, possibilitou uma melhor identifica\u00e7\u00e3o das unidades geol\u00f3gicas do Estado. Al\u00e9m disso, permitiu estudos mais espec\u00edficos de metalogenia com vistas a avaliar o potencial mineral da regi\u00e3o. Os trabalhos executados permitiram identificar mais de 850 pontos potenciais para a ocorr\u00eancia de ouro, prata, zinco, diamante, cobalto, n\u00edquel, cromo e outros minerais no subsolo. Os estudos incrementaram os requerimentos de \u00e1reas em Mato Grosso, por empresas interessadas em investir nas pesquisas minerais. Para execu\u00e7\u00e3o desse projeto foram investidos R$ 3,5 milh\u00f5es.<br><br>E o projeto de geologia e metalogenia da prov\u00edncia aur\u00edfera do Juruena e Teles Pires?<br><br>O objetivo deste projeto foi identificar o potencial em ouro e diamante das cidades da regi\u00e3o dos rios Juruena e Teles Pires, Alta Floresta &#8211; Peixoto de Azevedo e Ju\u00edna, foi realizado o projeto Metalogenia da Prov\u00edncia Aur\u00edfera Juruena -Teles Pires. A regi\u00e3o tem uma voca\u00e7\u00e3o metalogen\u00e9tica para ouro, tendo sido caracterizada como Prov\u00edncia Mineral de Alta Floresta, durante a Realiza\u00e7\u00e3o do Mapa Geol\u00f3gico e de Recursos Minerais de Mato Grosso.<br><br>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.extramt.com.br\/?pg=noticia&amp;id=7944\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Extra Mato Grosso<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Superintendente de Minas, da Secretaria de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio, Minas e Energia (Sicme), Joaquim Jurandir Pratt Moreno fala sobre a situa\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o em Mato Grosso. Ele conta que o Estado deu passos importantes nos \u00faltimos anos neste setor e fala dos projetos que devem ser conclu\u00eddos nos pr\u00f3ximos meses. 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