{"id":1191,"date":"2008-07-11T14:11:59","date_gmt":"2008-07-11T17:11:59","guid":{"rendered":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1191"},"modified":"2020-10-21T03:07:42","modified_gmt":"2020-10-21T06:07:42","slug":"piaui-nao-possui-controle-da-exploracao-mineral","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/redeaplmineral.org.br\/?p=1191","title":{"rendered":"Piau\u00ed n\u00e3o possui controle da explora\u00e7\u00e3o mineral"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O Piau\u00ed come\u00e7a, aos poucos, a ser descoberto por meio de seu potencial mineral. E esse setor, apesar de ser uma das principais alternativas para alavancar a economia do Estado, ainda possui &#8220;algumas nebulosidades&#8221;. Em cinco d\u00e9cadas, a explora\u00e7\u00e3o clandestina ainda dita os rumos do min\u00e9rio piauiense, j\u00e1 considerado eixo estrat\u00e9gico de interesse de comercializa\u00e7\u00e3o. Hoje, nenhuma institui\u00e7\u00e3o do setor consegue estimar quanto o Piau\u00ed perde sem ter uma dimens\u00e3o exata dessa explora\u00e7\u00e3o.<br><br>Dados do Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM) mostram que 90% das empresas que est\u00e3o explorando min\u00e9rios no Piau\u00ed s\u00e3o de grande porte e de outros Estados, especialmente no setor de met\u00e1licos. Nos \u00faltimos anos, tem crescido o n\u00famero de empresas que chegam ao territ\u00f3rio piauiense e solicitam autoriza\u00e7\u00e3o para explorar.<br><br>O DNPM aponta que dos anos 40 at\u00e9 o ano de 1974 apenas 700 t\u00edtulos foram solicitados. J\u00e1 em 2006, 382 pedidos com 30 licenciamentos e cinco t\u00edtulos de lavra para a explora\u00e7\u00e3o. Atualmente existem 29 empresas licenciadas e sete com concess\u00e3o de lavra.<br><br>No entanto, quando o assunto \u00e9 &#8220;valores exatos do que sai&#8221;, os n\u00fameros n\u00e3o existem. O Estado deixa de ganhar com o pagamento de impostos referentes ao uso e exporta\u00e7\u00e3o dos min\u00e9rios. Segundo informa\u00e7\u00f5es do Instituto de Desenvolvimento Mineral do Piau\u00ed (Idepi), a atividade ilegal ou contrabando est\u00e3o mais presentes na regi\u00e3o de Pedro II com a explora\u00e7\u00e3o de gemas e opalas, al\u00e9m das argilas de queima branca, conhecidas como argilas nobres.<br><br>Essas argilas s\u00e3o facilmente encontradas na regi\u00e3o de Picos, em particular, nas cidades de Campo Grande, S\u00e3o Jos\u00e9, Jaic\u00f3s e Oeiras. Luiz Gonmzaga Paes Landim, diretor geral do Idepi, durante muito tempo esse mineral saia in natura para o com\u00e9rcio nos estados do Cear\u00e1 e Par\u00e1.<br><br>&#8220;Hoje a rota de extra\u00e7\u00e3o sem controle \u00e9 Pernambuco e S\u00e3o Paulo. Enquanto, esse material poderia ser industrializado aqui e lhe agregado valor, isso acontece nesses estados. Isso quer dizer, que eles n\u00e3o pagam impostos pelo beneficiamento da argila. E ainda saem ganhando com isso&#8221;, explicou.<br><br>\u00c8 o que acontece tamb\u00e9m com o m\u00e1rmore, granito e ard\u00f3seas, encontradas nos munic\u00edpios de Fronteiras, Pio IX, Piracuruca, Castelo do Piau\u00ed, Juazeiro. Elas saem do Piau\u00ed e s\u00e3o exportadas via Porto de Pesem em Fortaleza como se fossem produtos de l\u00e1.<br><br>SEM INFORMA\u00c7\u00d5ES TRIBUT\u00c1RIAS<br><br>Outro dado preocupante \u00e9 que h\u00e1 mais de 20 anos se produz vermiculita, insumo mineral de aplica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola na regi\u00e3o de Paulistana e Queimada Nova. Entretanto, o Estado hoje n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o desse mineral, do ponto de vista tribut\u00e1rio. Quanto \u00e9 extra\u00eddo, quanto \u00e9 exportado e o que \u00e9 recolhido de arrecada\u00e7\u00e3o para Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (CFEM) e do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS) ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita.<br><br>&#8220;O fato \u00e9 nessas jazidas apenas o que sobre fica para o Piau\u00ed, mesmo que sejam crateras. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se tem not\u00edcia de uma pol\u00edtica das empresas mineradoras para recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada pela explora\u00e7\u00e3o dos min\u00e9rios&#8221;, acrescentou o diretor do Idepi. (M.B)<br><br>FALTA DE FISCALIZA\u00c7\u00c3O<br><br>&#8220;O Piau\u00ed n\u00e3o tinha tradi\u00e7\u00e3o mineral, n\u00e3o era visto como p\u00f3lo minerador \u00e9 uma quest\u00e3o cultural, n\u00e3o se sabe como faz isso, esse acompanhamento&#8221;. \u00c9 assim que Luiz Gonzaga Paes Landim do Idepi justifica a inexist\u00eancia de um dado preciso sobre a explora\u00e7\u00e3o mineral no Estado. E completa: &#8220;N\u00e3o existe fiscaliza\u00e7\u00e3o de nenhum \u00f3rg\u00e3o&#8221;.<br><br>Hoje, o sistema de recolhimento \u00e9 feito a partir de uma medida auto-declarat\u00f3ria, ou seja, o minerador entrega no DNPM uma declara\u00e7\u00e3o dizendo o que extraiu e comercializou e assim, em cima desses dados prestados pela mineradora, se faz o recolhimento da CFEM. N\u00e3o se faz fiscaliza\u00e7\u00e3o no local para se verificar os dados.<br><br>\u00c8 a situa\u00e7\u00e3o verificada no munic\u00edpio de Fronteiras, que se destaca na produ\u00e7\u00e3o de cimento. L\u00e1 ainda n\u00e3o existe uma concilia\u00e7\u00e3o, de acordo com o Idepi, entre a quantidade de cimento transportado com o total vendido e o que \u00e9 recolhido do CFEm ou ICMS.<br><br>(Assessoria de Imprensa)<br><br>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.infomet.com.br\/vista_noticias.php?id=41079\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">InfoMet<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Piau\u00ed come\u00e7a, aos poucos, a ser descoberto por meio de seu potencial mineral. E esse setor, apesar de ser uma das principais alternativas para alavancar a economia do Estado, ainda possui &#8220;algumas nebulosidades&#8221;. Em cinco d\u00e9cadas, a explora\u00e7\u00e3o clandestina ainda dita os rumos do min\u00e9rio piauiense, j\u00e1 considerado eixo estrat\u00e9gico de interesse de comercializa\u00e7\u00e3o. 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